Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 19/06/2020
Na obra “Utopia” de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o aumento dos casos de violência policial contra negros no Brasil e no Mundo apresenta barreiras, as quais dificultam os planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do legado histórico, quanto da má influência midiática. Diante disso, caminhos para reverter esse cenário é urgente.
Convém ressaltar a princípio que a herança cultural é um fator determinante para o entrave. A escravidão, além de ter sido abolida tardiamente no Brasil em 1888, através da Lei Aurea, não inseriu os negros na sociedade de maneira adequada, ou seja, embora o processo exploratório tenha sido interrompido formalmente deixou como legado a descriminação racial, que se entende até os dias atuais inferiorizando os afrodescendentes. Nesse contexto, percebe-se a relação entre violência policial priorizando os negros em suas abordagens agressivas e a escravidão vivida no passado.
Ademais, a má influência midiática estimula o preconceito sofrido pelos negros. Nesse viés, o “mito da caverna”, criado por Platão, é uma representação explícita da sociedade em que vive numa prisão, porem midiática, que se faz mais presente no cotidiano a cada dia, tornando se um verdadeiro instrumento de manipulação social, ditando as regras e formando opiniões, assim quando em novelas é imposto o papel principal a quem possui o padrão de beleza europeu e ao negro o papel do ladrão impulsionando racismo. Por conseguinte, a imagem do negro passa a ser alvo de abordagens policiais caracterizando o logado histórico.
Urge, portanto, que uma sociedade perfeita e seu corpo social alcance o padrão isento de problemas e conflitos, como prevê a obra “Utopia” de Thomas More. Para que isso ocorra, o Ministério da educação e a Mídia devem se unir para criar campanhas informacionais nas redes sociais e em escolas abertas à comunidade e deixando claro que o ocorrido no passado foi um erro, incentivando a consciência negra de toda a população, a fim de extinguir de uma vez por todas o racismo estrutural, e com isso as abordagens policias parem de ser definidas pela cor da pela, o que torna o mundo mais justo e igualitário para todos.