Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 19/06/2020
O documentário da Netflix “13a Emenda” retrata um cenário trágico de preconceito racial no território estadunidense após a liberação do documento que permite a escravidão por punição criminal no país. A obra correlaciona a sequente criminalização da população negra e o “boom” no sistema carcerário no país. Não só nos Estados Unidos, é evidente que a violência policial não é uma questão fronteiriça, mas sim presente em um cenário global afetando em maior parte população negra, principalmente no Brasil.
Em primeira análise, deve-se apontar que a polícia brasileira não é humanizada, decorrente de um treinamento militarizado, já alvo de proposta de alteração pela ONU, mas ignorado, todavia, pelas autoridades brasileiras. Uma instituição que deve visar o bem-estar da população sem restrições refletem, na verdade, um tratamento que varia conforme a cor, geografia e classes sociais. Como exemplo, há o caso do Comandante da Rota que afirma que as abordagens policiais na periferia têm que ser diferentes das abordagens nos Jardins.
Consequentemente, observa-se índices significativos quando se fala no nível de violência que as abordagens policiais com a população preta ocorrem, o que torna irrefutável a presença do racismo enraizado na instituição. Nos Estados Unidos, as pessoas negras compõe 13% da população, mas 25% das vítimas assassinadas pela polícia. No Brasil, consoante dados da Prefeitura de São Paulo, Uma em casa 5 mortes são provocadas pela polícia, sendo 64% delas, pessoas negras. Na mídia, a repercussão de casos como o de George Floyd, homem negro morto por policiais, comprovam o o problema juntamente com casos no Brasil, como o adolescente João Pedro, morto no Brasil dentro de sua própria casa.
Em virtude dos fatos mencionados, é notória a violência policial presente em países como o Brasil. Assim, urge que a Organização das Nações Unidas pressione novamente os governadores brasileiros para que eles, por sua vez, trabalhem na humanização da polícia militar, por meio de não somente treinamentos de força, mas sim de ética e cidadania, além de aulas sobre as questões raciais, a fim de criar uma polícia militar mais ética e justa para com a população negra, impedindo que ela continue sofrendo preconceito e violência neste âmbito.