Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 18/06/2020
Conhecida como “cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. Todavia, apesar da garantia constitucional, nota-se que a exponencial violência policial contra a população negra configura-se como uma falha no princípio da isonomia. Desse modo, percebe-se que a problemática possui raízes profundas na sociedade, devido não só ao racismo estrutural, mas também as forças policiais que agem em detrimento de hierarquias sociais racistas, reproduzindo desigualdades na sua atuação.
Mormente, convém ressaltar que o fato está diretamente relacionado a frente governamental, visto que, esta determina as ações policiais. Segundo pesquisas divulgadas pelo UOL, a violência policial tem aumentado exponencialmente. No Brasil, as pessoas negras são mais da metade da população, mas representam 75% das vítimas da violência policial. Diante do exposto, torna-se notório que tais fatos remetem ao racismo vivido durante vários anos, combatido duramente por grandes revolucionários, como foi o caso de Nelson Mandela, mas que custa em se fazer presente na sociedade contemporânea.
Outrossim, a situação conflitante se agrava em função de uma hierarquia social, estabelecida pela classe dominante, predominantemente branca, que impõe regimes a serem seguidos por frentes da segurança pública, deixando cada vez mais explícita a discrepância no tratamento com a população negra, em relação as demais. A frase dita pelo cantor jamaicano Bob Marley, “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”, representa perfeitamente a situação dos incidentes racistas na sociedade. Diante de tal contexto, torna-se fundamental a representação da população negra ocupando postos de grande relevância nacional e mundial, derrubando cada vez mais a hierarquia social racista.
Portanto, são necessárias medidas para mitigar a situação atual. Para tanto, frentes educacionais devem promover discussões acerca do preconceito, desde a formação do indivíduo, proporcionando, consequentemente, uma geração mais consciente acerca das igualdades raciais. Ademais, a mídia como um todo deve promover em nível mundial palestras educacionais por meio do ambiente virtual, os cursos deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, a finalidade de tal efeito encontra-se em diminuir o percentual de casos e proporcionar consciência coletiva. Assim, a violência policial contra negros será combatida e o caos resultante desse ato sofrerá grandes perdas.