Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 18/06/2020
O criminalista Lombroso, criador da teoria do criminoso nato, acreditava que as características fisiológicas dos indivíduos negros eram fatores determinantes para a inserção desse grupo no mundo do crime. No tocante a isso, apesar de tal teoria estar comprovadamente equivocada, ainda nos dias atuais a cor da pele é determinante nos casos de violência policial cotra negros no Brasil e no mundo. Nesse viés, fatores históricos e midiáticos contribuem para perpetuação do problema.
Primeiramente, cabe destacar que o povo negro possuí amargas raízes históricas. No que concerne a este fato, sabe-se que o Brasil, país colonizado por Portugal, por séculos promoveu a cultura do escravismo, aonde os negros eram agredidos e mal tratados. Nesse sentido, apesar da superação do período histórico retratado, ainda hoje negros são violentados, sendo que a violência policial é um mal que deve ser combatido e repudiado, para que que o passado amargo não se repita.
Ademais, a mídia tem influência sobre a perpetuação do impasse. O escritor Guy Debord na obra “Sociedade do Espetáculo” retrata a mídia como detentora do controle de imagens. Nesse aspecto, em consonância com o pensamento do autor a espetacularização de imagens acarreta sérios dados sociais, principalmente quando é usada para denegrir determinado grupo em razão de sua cor de pele. Assim, a violência policial continua se manifestando na sociedade, pois a própria sociedade contribui para que casos de racismo e preconceito sejam mantidos, quando não haje de maneira crítica em relação às notícias que consomem.
Portanto, as Mídias televisivas, por meio de análises sobre a contribuição positiva ou negativa que a notícia pode gerar, devem selecionar os conteúdos antes de exibi-los, a fim de reduzir os casos de violência policial, pois a espetacularização de um crime relacionado a cor da pele perpetua o problema. Dessa maneira, os casos de violência em virtude da cor de pele serão esfacelados da sociedade.