Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 17/06/2020
O documentário “A 13ª Emenda” retrata a forma pela qual a criminalidade é associada aos negros nos Estados Unidos, como justificativa para a prisão ou até mesmo motivo de violência contra estes. Na realidade brasileira, a desigualdade social entre brancos e negros se mantém presente, visto que há privilégios para brancos em diversos campos da sociedade. Dessa forma, observa-se que negros não estão sendo devidamente respeitados. Nesse sentido, o problema persiste na insuficiência governamental, que não garante tais direitos.
Primeiramente, é importante ressaltar a drástica irresponsabilidade de policiais com a população, aquele que tem o dever de proteger e assegurar seus cidadãos, acompanha-se de brutalidade e preconceito, causando grande medo na sua nação, principalmente em negros de periferia. Segundo o site da Folha de São Paulo, nos EUA, existem mais negros atrás das grades do que matriculados na universidade. De acordo com dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), no Brasil, mais de 60% dos presos são negros e pardos, o país é o quarto com o maior número absoluto de detentos no mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Rússia. Nessa perspectiva, pode-se observar uma falha social presente no sistema carcerário do Brasil, que não está capacitado para abrigar tantas pessoas e nem garante que as prisões são justas à todos.
Por conseguinte, negros são alvos de injustiças a todo instante. São inúmeros casos de assassinato sem explicação, como o de João Pedro Mattos, de apenas 14 anos, que foi baleado durante uma operação policial no Complexo do Salgueiro, Rio de Janeiro. Desta maneira, percebe-se a falta de oportunidade e o grande descaso de autoridades com estas vítimas da sociedade. Uma vez que, apenas aqueles que dispõem de tempo e dinheiro conseguem dedicar-se completamente ao estudo e à formação profissional. Desse modo, negros se encontram num cenário extremo de preconceito. Desde o Brasil Colônia, temos um histórico de racismo e escravidão, e apesar de todo o acesso à informação que temos atualmente, muitos ainda insistem num pré-julgamento impróprio.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Justiça investir em leis capazes de reverter tal situação, por meio de uma reunião no congresso, com a intenção de não deixar aqueles que possuem poder continuarem impunes sob seus crimes de racismo. Além disso, O Ministério da Educação deve priorizar o ensino nas escolas com propostas anti-racistas, a fim de promover a igualdade entre alunos no ambiente escolar. A partir dessas ações, espera-se obter uma melhora nas condições deste grupo.