Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 12/10/2019

Realidade distante

Uma das premissas mais enfatizadas pelo Acordo de Paz, da Grécia Antiga, foi a necessidade de manter um meio social no qual a pacificidade, sobretudo no esporte, seria uma realidade concretizada. No entanto, o quadro brasileiro atual, pautado pela intensa promoção de violência nos estadios, demonstra a fragilidade da sociedade civil e Poder Público na valorização de ideais milenários. Com efeito, o combate à problemática pressupõe a reafirmação de valores essenciais em uma democracia, a saber, o harmonia pública.

A princípio, a persistência da violência nos estádios é reflexo de uma sociedade na qual valores educacionais encontram-se atenuados. A esse respeito, Paulo Freire afirma que o papel pedagógico é um dos instrumentos mais importantes na construção de uma comunidade baseada no equilíbrio social. Sob esse aspecto, a presença massiva de conflitos violentos, em locais de esporte, revela que o atual modelo de ensino brasileiro é ineficaz, acerca do debate sobre a importância da harmonia coletiva. Assim, a adoção da paz, no meio esportivo, requer a afirmação de um valor fundamental à legitimação da democracia: a orientação educacional.

Ademais, ações agressivas, em recintos de esporte, expõem a tênue preocupação de órgãos de autoridades na criação de princípios apaziguadores. Sobre isso, a presença de um novo modelo econômico no Brasil – o Neoliberalismo – possui a função ativa de induzir o Poder Público ao fortalecimento de laços econômicos e em setores concretos. Entretanto,, a ascensão da violência, em estádios, enfatiza a seletividade de escolhas do Estado, no qual sobrepõe valores financeiros aos filantrópicos, como o incentivo à segurança. Dessa forma, entende-se que, enquanto o inflexibilidade de ações públicas for regra, o progresso de um país, com integridade pacífica, será exceção.

Depreende-se, portanto, de fundamental importância a adoção de medidas que minimizem a violência nos estados e promovam, a curto prazo, a harmonia social nesse espaço. Pior dedução, de início, é necessário que o Ministério Público tenha a segurança da população como objetivo primário. A partir disso, a parceria com o Ministério da Educação, por meio da instituição de aulas dinâmicas, em espaços públicos, aberto a toda população, com intuito de enfatizar a importância da paz, contribuiria para a construção de uma sociedade mais equilibrada e segura. Logo, o moderno quadro brasileiro promoveria um meio social no qual o Acordo de Paz, da Grécia Antiga, deixaria de ser uma realidade distante.