Violência nos estádios: como combater esse problema?
Enviada em 01/09/2019
Os atos de cunho violento eram vistos, no período medieval, como prestigiosos e amostras de poder, isso gerou a internalização de tais comportamentos nas sociedades. Embora a contemporaneidade trouxera consigo os direitos humanos, a violência nos esportes é recorrente no Brasil, em especial nos estádios de futebol, o que acarreta consequências negativas à sociedade brasileira.
Em primeiro lugar, a partir de um ponto de vista sócio-histórico, vê-se a presença constante de manifestações violentas e ausência de empatia nas relações sociais desde a colonização. Por conseguinte, com o tempo, foi construída uma cultura pautada no ódio e essa reflete-se, por exemplo, no imediatismo das pessoas em resolverem atritos ao utilizarem-se de métodos opressores. Isso pode ser comprovado ao observar os desentendimentos que, por muitas vezes, terminam em mortes, entre torcidas organizadas de clubes de futebol rivais. Essas discórdias são frutos, também, de um fanatismo em relação a tal esporte, geralmente originado na infância. Desse modo, a população é assolada pelo medo e os estádios tornam-se cada vez menos seguros.
Sob o mesmo ponto de vista, são retratados inúmeros relatos de preconceito nos estádios, a exemplo do racismo, machismo, LGBTfobia e xenofobia. Conforme pesquisas, o futebol concentra 90% dos casos de discriminação no esporte. Outrossim, a ineficácia das políticas de segurança nos estádios é um fator o qual corrobora para a intensificação da violência nesses locais: ausência de fiscalização rígida da entrada clandestina de armas e bebidas alcoólicas, profissionais pouco capacitados e dificuldade na contenção de atos vis são algumas das causas as quais permitem a persistência da hostilidade nos estádios.
Portanto, de acordo com os aspectos analisados, são necessárias medidas para resolverem os impasses das manifestações de violência dentro dos estádios brasileiros de futebol. Cabe à mídia junto aos clubes de futebol e o Ministério da Educação propiciarem a reflexão da sociedade sobre essa realidade, por meio de propagandas, cartazes, debates e palestras em escolas, universidades e nos próprios clubes, com o objetivo de incentivar o diálogo para resolução de problemas, promover a empatia e o respeito aos adversários de jogo e torcida. Ademais, cabe aos órgãos públicos a capacitação e melhor remuneração dos profissionais da segurança nos estádios. Dessa maneira, tal problemática pode ser reduzida e os estádios tornar-se-ão locais com a predominância da diversão e do lazer.