Violência nos estádios: como combater esse problema?
Enviada em 29/08/2019
O Brasil carrega o estereótipo, criado pela mídia, de ser o país do futebol. Esse lema traz uma imagem de um brasileiro unido no ambiente esportivo. Entretanto, as manifestações de violência nos estádios contradizem esse estereótipo e constitui um entrave para o desenvolvimento pleno da sociedade. Nesse contexto, é válido analisar como a rivalização midiática e o silêncio da FIFA contribuem para a potencialização do aspecto em questão.
Primeiramente, é interessante analisar como alguns brasileiros internalizaram que os torcedores do time adversário são seus inimigos. Dentro dessa perspectiva, a violência dentro dos estádios brasileiros faz o Brasil ser recorde em mortes no futebol, pois é criado um ambiente de rivalização que ultrapassa os limites do esporte e parte para o aspecto físico. Tal limite foi explicado pelo filósofo Mário Sérgio Cortella em que diz que a sociedade precisa sim de conflito, mas não de confronto.
Outrossim, ainda há outro fato que contribui para o agravamento da problemática. Haja visto que a violência nos estádio tem crescido de forma exponencial, o silêncio da Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA) se mostra inadequado, já que violência contradiz a atmosfera de união, amizade e alegria que o futebol representa.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para findar a problemática. É dever da FIFA em consonância com o Ministério do Desporto e Lazer estabelecer um sistema de prevenção, proteção e punição para os torcedores, por meio da criação de um cadastro geral para que haja uma fiscalização efetiva dos torcedores, e os estádios voltem a ser um ambiente seguro para toda a população. Sendo assim o Brasil poderia honrar o estereótipo que carrega e ser de fato o país do futebol.