Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 16/11/2021

Em seu livro ‘‘O leviatã’’, o filósofo Thomas Hobbes discorre sobre a natureza má da humanidade. Nesse ínterim, as pessoas não estariam aptas a conviver uma com as outras, sem se prejudicarem mutuamente. De tal modo, a violência no trânsito brasileiro em parte pode ser explicada, pela natureza ruim das pesssoas que corrobora a falta de empatia e irresponsabilidade, evetualmente ocasionando inúmeros acidentes. Contudo, o debate social nesse campo, no Brasil, deve ser direcionado em ações de mudança, por intermédio de uma educação transformadora e da não inércia governamental.

Nesse cenário, é relevante destacar que o processo educacional é fundamental para transformar a natureza humana, impactando nas vias brasileiras. Dessa maneira, o pedágogo Paulo Freire no seu livro ‘‘Pedagogia do oprimido’’ destaca uma educação transformadora como instrumento de grande transformação social e do senso comum. Assim sendo, deve ser debatido uma mudança no projeto pedagógico brasileiro, promovendo uma nova cultura de empatia e responsabilidade no trânsito e contrariando a natureza ruim das pessoas, proposta pelo filósofo Thomas Hobbes. Nesse viés, por meio da educação a violência no trânsito brasileiro, diminuiria de forma substâncial.

Aliado a isso, outra discussão dever ser direcionada para a inércia das instâncias públicas de poder, uma vez que, se efetivas ações economicas e sociais não são tomadas para diminuir a violência no trânsito brasileiro torna-se um desvio do contrato social perante o povo. Segundo o artigo 5º da Constituição brasileira, o direito à vida é inalienável e é dever do Estado tomar ações para garantir esse inciso. Sob esse prisma, uma vez que a hostilidade nas rodovias e ruas brasileiras corrobora a morte e acidentes graves as esferas governamentais falham em cumprir uma das suas funções sociais, prevista na Carta Magna.

Em suma, o debate sobre a violência no trânsito brasileiro deve focar-se, principalmente, numa mudança processo educacional e na operância no poder público. A partir disso, medidas podem ser efetivadas para diminuir-se os problemas nas vias e rodovias do país. Portanto, para alcançar esse objetivo cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação - órgão governamental responsável pela educação pública no Brasil - implementar nas escolas e demais instituições de ensino aulas e palestras sobre a importância da empatia no trânsito e de se dirigir com segurança, por intermédio de professores capacitados sobre o tema, através de cursos, e de agentes que atuam no trânsito brasileiro, respectivamente, a fim de construir um senso coletivo de responsabilidade no ambiente de fluxo de veículos, pois o conhecimento, como proposto por Paulo Freire, é o maior instrumento de transformação social.