Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 26/10/2021
No livro “Aurora”, escrito pela brasileira Heaven Race, conta a história de uma menina chamada Aurora que sofre um acidente, pois está fugindo e se depara com uma corrida de carros, é quando ela é vítima por um dos carros. Fora da ficção, situações como essa estão cada vez mais comuns. Ao refletir a respeito da violência no trânsito, no século XXI, a problemática ocorre em virtude da natureza do ser humano em sempre tirar vantagens, o que acarreta na violência no trânsito, intrínseca na população. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, o Brasil é o um dos primeiros no ranking de violência no trânsito, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Diante disso, segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda no livro “O Homem Cordial”, o qual discute sobre como está enraizado no brasileiro tirar vantagens e mascarar conflitos, uma dessas formas é através da violência. Seguindo essa linha de pensamento, a OMS os homens são os que mais sofrem acidentes de trânsito, isso ocorre devido ao patriarcalismo, isto é, sociedade construída sob o poder do homem, considerados mais fortes e os protetores da nação. Logo, a cordialidade e o poder do homem corrobora para a agressividade no trânsito.
Desse modo, a violência está diretamente ligada à questão social. À vista disso, nota-se, o artigo do Doutor Drauzio Varella “Violência Epidêmica”, o qual aborda sobre a perpetuação dos hábitos, uma vez que as crianças imitam os adultos, ou seja, quando a violência é o único meio as crianças comprovam esse estigma. Analogamente, o livro “Os Bons Segredos”, o irmão da protagonista por estar bêbado atinge um pedestre quando estava voltando de uma festa, a vítima tem sua vida completamente transformada, pois ficou tetraplegico e além disso a Sydney, protagonista, tenta lidar com os erros do irmão. Em suma, as consequências na brutalidade no trânsito acarreta diversas consequências para as vítimas, além dos traumas para familiares.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que Organizações Não Governamentais (ONGs) instituem nas escolas palestras interativas de educação no trânsito — por psicólogos e instrutores — de modo que todos possam dialogar sobre o respeito em todas as esferas da sociedade, com o objetivo de que os acidentes se tornem cada vez mais ínfimos e que situações como do livro “Aurora” permanecem apenas na ficção.