Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 29/10/2021

Violação das leis de tráfego, fiscalização ineficaz e direção imprudente caracterizam a realidade do violento trânsito brasileiro. De acordo com o site Fenasdetran, o resultado dessas ações são 150 mortes por dia. Nesse sentido, cabe analisar as principais causas desse cenário: a falta de debate e a inépcia da legislação.

Convém ressaltar, a princípio, o silenciamento midiático como um empecilho para a resolução do problema. Tal conduta tem como base uma postura capitalista - a qual visa o lucro - das grandes emissoras de televisão e rádio, que preferem exibir programas que propiciem o ganho de dinheiro através da audiência, com notícias sensacionalistas e fofocas, em vez de debater sobre assuntos importantes, como a violência no trânsito e a importância de combater essa adversidade para mitigar o número de mortes diárias. Nessa perspectiva, vale mencionar o pensamento de Jürgen Habermas, o qual defende que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Dessa maneira, o silêncio da mídia acaba contribuindo com a persistência desse problema.

Além disso, é imprescindível discutir a inépcia estatal no combate a violência no trânsito. Conforme o filósofo Jean Jacques Rousseau, é dever do Estado assegurar os direitos fundamentais à vida. Entretanto, verifica-se que a regência do país falha com essa missão, uma vez que faltam, dentre outras coisas, fiscalizações e penalizações decentes, bem como investimentos em campanhas de conscientização, como cartazes nas vias de tráfego de veículos, para estimular uma posição mais prudente na direção.

Sendo assim, em virtude do que foi mencionado, medidas devem ser tomadas. Logo, o governo, em parceria com a mídia, deve financiar os grandes programas televisivos por meio do fornecimento de equipamentos de filmagem e uma quantidade ideal de atrizes e atores para que eles produzam e transmitam, em horário nobre, pequenas propagandas acerca da violência no trânsito, por exemplo, vídeos curtos sobre o uso indiscriminado do celular enquanto dirige um carro e as consequências dessa atitude, para que a população cada vez mais fique consciente dos efeitos negativos dessa prática e que o trânsito se torne, ao longo do tempo, menos agressivo e que apenas cumpra a sua função principal: transportar pessoas e coisas de um lugar para o outro.