Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 30/09/2020

A música ‘‘911’’, da cantora norte-americana Lady Gaga, retrata a dor física e emocional sofrida por vítimas de um brutal acidente urbano, ocasionado pela agressividade do tráfego. Nesse sentido, é perceptível que tal problemática também se faz presente na realidade brasileira,  configurando-se como um necessário debate. Cabe frisar, portanto, que a violência no trânsito tem como principal causa o despreparo dos motoristas e resulta na perda da qualidade de vida da população.

Vale destacar, inicialmente, a insuficiência da preparação dos condutores de transportes como fator preocupante. Dessa forma, é perceptível que os ambientes de treinamento para habilitações regulares no cenário nacional são inverossímeis e não retratam um cenário verdadeiramente conturbado, típico das cidades, o que acarreta em conflitos reais verbais e físicos, além de acidentes graves. Assim sendo, tal panorama torna entendíveis dados como o apresentado pela Organização Mundial de Saúde, que aponta o Brasil como o portador da quinta rede viária  mais perigosa do globo.

Além disso, deve-se considerar a má qualidade de vida popular como produto dessa conjuntura. Nessa perspectiva, vale citar a obra ‘‘Contrato Social’’, do pensador francês Rousseau, a qual define o governo como maior responsável pela garantia do estado de bem-estar. Entretanto, é notável a incompatibilidade entre a teoria e a prática, uma vez que diversos grupos são diariamente submetidos a quadros degradantes de desgaste emocional no trânsito e, assim, têm seus direitos naturais anulados.

Logo, medidas amplas devem ser postas em prática para solucionar a questão. Para que isso ocorra, urge que os Departamentos Estaduais de Trânsito tornem seus exames de habilitação mais compatíveis com o ambiente real das cidades, por meio da criação de um projeto de lei. Por sua vez, esse projeto deve determinar que só sejam admitidos motoristas que simularem com postura física e mental correta no mínimo 70% das condições reais, com o fito de ofertar melhor capacitação e gerar qualidade de vida . Dessa feita, problemas como os de ‘‘911’’ hão de se reduzir.