Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 29/09/2020
Euclides da Cunha, grande escritor do século XIX, defendia a ideia de que a sociedade está condenada a progredir ou a regredir em seu modo de vida. Para o autor, as civilizações poderiam escolher dois caminhos, afim de alcançar êxito nos vínculos entre homens. Não obstante, é perceptível uma regressão no cenário atual no que diz respeito à violência de trânsito no Brasil. Essa realidade se deve, essencialmente, à escassez de empatia que entre as pessoas, aliado a uma forte violação das leis de trânsito.
Em primeiro plano, pode-se destacar a fragilidade das relações humanas como um dos fatores contribuintes para o problema. Nesse sentido, segundo Zygmunt Bauman, as relações sociais estão cada vez mais vulneráveis. Sob esse viés, associado a isso e, pós terceira Revolução Industrial, as pessoas passaram a viver uma vida de altas cobranças e estresses diários. Além desses fatores, é preciso lidar com engarrafamentos nas avenidas brasileiras, o que torna-se motivos como, fechadas ou barulhos de buzinas fatores que levam à brigas e desentendimentos, podendo ser em casos mais sérios, fatal. Dessa forma, a falta de empatia e educação no trânsito é proporcional ao aumento da violência, visto que confusões e acidentes são desencadeados pelos comportamentos errôneos dos motoristas.
De outra parte, é preciso pontuar o não cumprimento das leis de trânsito como impulsionador do impasse. A esse respeito, o Brasil carece de vigilâncias e punições mais severas aos infrantores, o que permite uma repetição contínua dos erros. Em paralelo, o documentário “Explicando” mostra em um de seus episódios que o não cumprimento das leis de trânsito está diretamente ligado ao aumento de acidentes nas rodovias e avenidas. Desse modo, a diminuição no quadro de violência de trânsito é dependente das mudanças nos hábitos dos motoristas e pedestres.
Portanto, é mister que o Estado tome providências que amenizem tal quadro. Acerca disso, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) deve, por meio de depoimentos e dados estatísticos, criar campanhas midiáticas elucidativas contra os maus comportamentos advindos do estresse e das cobranças diárias, com o objetivo de construir a criticidade nós cidadãos a respeito de um trânsito mais calmo e menos violento. Ademais, cabe ao Governo Federal, fortalecer as políticas estaduais para o enfrentamento dessa violência, capacitando os agentes de trânsito para as punições mais severas e justas dos infratores, garantindo que os mesmos possam cumprir as leis de trânsito impostas pelo Código de Trânsito Brasileiro. Assim, espera-se uma progreção da sociedade brasileira.