Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 03/10/2020
Na obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o protagonista goza de uma imagem extremamente positiva do Brasil, que, na opinião dele, precisa apenas alguns ajustes para tornar-se uma nação desenvolvida. Fora da ficção, o país persiste com uma série de conflitos e problemas, dentre elas, a violência no trânsito. Logo, é fundamental analisar como causadores do impasse a negligência estatal e a corrupção no Detran.
Primordialmente, cabe destacar como propulsor da problemática a negligência estatal, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam o imbróglio. Nesse sentido, segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem estar social. Sendo assim, pela falta de investimentos, leis severas e campanhas de conscientização por parte do governo federal, a sensação de impunidade cresce dentro das pessoas, que, tendem a conduzir seus automóveis de forma imprudente e negligente.
Em segunda análise, é importante ressaltar que a corrupção no Detran tem agravado o problema. Nesse contexto, segundo o poeta Millôr Fernandes, o dinheiro não é só facilmente dobrável como dobra facilmente qualquer um. Assim, pessoas incapazes de dirigir subornam examinadores de prova prática para obter carteira de habilitação mesmo sem condição alguma de conduzir um veículo. Dessa maneira, acentua-se de forma expressiva os casos de violência no trânsito.
Portanto, urge que o Poder Legislativo por meio do Congresso Nacional, faça leis com o intuito de fiscalizar e punir de forma severa condutores irresponsáveis que infrinjam as leis de trânsito. Ademais, deve-se criar campanhas e cursos para os examinadores do Detran, com propósito de qualificar e conscientiza-los dos danos irreversíveis causados pela condução de veículos por pessoas desqualificadas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo o impacto nocivo do problema.