Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 16/12/2017
A violência, em suas variadas formas, é a submissão de uma pessoa e a violação de seus direitos, como ser humano perante à sociedade. Sustentando esse conceito, observamos, atualmente um assíduo debate sobre a violência praticada contra crianças e adolescentes, de uma forma que não era vista antigamente. A pessoa que durante a infância passa por atividade de agressão toma pra si um trauma, trauma esse que pode desencadear uma serie de problemas de saúde, como por exemplo, tem 3 vezes mais chances de desenvolver um câncer e problemas no pulmão. Nesse cenário, pais e mães são os principais acusados nas denúncias (cerca de 53% do total), e cerca de 70% dos casos acontecem dentro das residências, segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos. A Unicef apresenta estatísticas desoladoras, sendo 129 denúncias por dia, ou seja, 5 casos por hora de violência física, psicológica, sexual ou negligência, isso unido ao pensamento de que a grande maioria dos casos nem chegam a ser denunciados.
Visto isso, podemos concluir que há a necessidade de existir uma rede mais ampla de serviços e programas com efetivas estratégias de prevenção. Os órgãos públicos competentes precisam definir especificamente onde estão as principais falhas na manutenção da apuração dos processos e, assim, repará-las. Incentivar a população a denunciar, por meio de campanhas publicitárias e divulgação mais articulada do cenário atual, também é uma forma de prevenção. Nessa circunstância, adere-se também a possibilidade de proporcionar ao próprio jovem uma situação favorável para ele falar sobre o assunto, criando programas de debate sobre o tema nas escolas, com o apoio psicológico e professores preparados para avistar qualquer tipo de indício de maus tratos.