Violência financeira contra idosos

Enviada em 20/11/2021

O alargamento do topo da pirâmide demográfica nacional reflete um intenso crescimento do número de idosos na sociedade contemporânea. Sendo assim, os problemas como a manutenção dos estigmas associados à terceira idade e a propagação do individualismo comprometem a estabilização dessa área geográfica. Nessa concepção, torna-se necessária a adoção de medidas corretivas para mitigar a violência financeira contra esse grupo.

Em primeiro plano, a descredibilidade vinculada à imagem dos idosos brasileiros é um fator que afeta negativamente essa minoria. Dessa forma, o filme “Eu me importo’’, narra a história de uma idosa que foi taxada pelo governo americano de mentalmente incapaz e todas as suas economias foram designadas à uma mulher que utilizava-os em benefício próprio. Desse jeito, a sensação de inferioridade por não ter autonomia financeira do seu próprio dinheiro e o desenvolvimento de doenças psicológicas são consequências desse pertinente problema.

Além disso, a construção social de um comportamento pautado no individualismo colabora para a manutenção da vulnerabilidade financeira dos idosos. Nessa perspectiva, com o advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional os meios de comunicação e transações bancárias tornaram-se cada vez mais tecnológicas e de difícil acesso ao público leigo. Desse modo, a inexperiência de executar movimentações de capitais associado ao individualismo dos jovens em não fornecer ajuda aos mais velhos potencializa a violência econômica contra a terceira idade.

Infere-se, portanto, a necessidade de equilibrar os desafios impostos pelos rumos da demografia brasileira. Dessa forma, é papel do governo, na figura do Ministério da Cidadania , a elaboração de um projeto de educação financeira para todos os idosos. Essa ação será executada por meio de técnicos da informação (TI) disponibilizados pelo governo por intermédio de aulas gratuitas em estabelecimentos públicos e com o intuito de amenizar essa violência financeira.