Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 15/05/2025

O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, em sua obra Sociedade do Cansaço, afir- ma que a hiperconectividade gera um estado de alienação nos indivíduos contem - porâneos. Hodiernamente, na era digital, as relações interpessoais vêm sendo

substituídas por interações mediadas por telas e algoritmos. Diante disso, torna-se

necessário refletir sobre os impactos do vício em tecnologia, sobretudo no que diz respeito à alienação dos indivíduos e à deterioração das relações sociais.

Nesse contexto, é válido ressaltar, que a dependência de tecnologias digitais im -pacta na forma como os indivíduos se relacionam. Isso porque, segundo o episódio “Nosedive”, da série Black Mirror, retrata o excesso de uso de redes sociais e as interações humanas de forma superficial regidas por aparências e validações digi-tais. Contudo, isso também é visível no mundo real, à medida que as pessoas prio-rizam o uso de redes sociais em detrimento de experiências presenciais. Prova dis-so é o aumento de casos de ansiedade e depressão relacionados ao uso excessivo de redes. Desse modo, o vício em tecnologia afeta a construção da identidade e dos laços sociais.

Por conseguinte, é importante analisar os efeitos do vício tecnológico na qualida-

de de vida dos indivíduos. Nesse cenário, o filme Wall-E, da Disney/Pixar, retrata um futuro em que os humanos tornaram-se totalmente dependentes das máqui -nas. Sob esse viés, o longa-metragem funciona como uma crítica ao comodismo e à passividade induzidos pela tecnologia. Já que, no universo retratado, a inteligência artificial controla todas as ações humanas, desde o lazer até a alimentação. Dessa forma, verifica-se que a dependência tecnológica pode limitar capacidades huma -nas essenciais, como o senso crítico e a tomada de decisões, contribuindo para a formação de uma sociedade apática e vulnerável.

Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar essa problemática. Então, ca-be à escola, em parceria com o Estado, promover ações educativas que estimulem o uso consciente da tecnologia, por meio de campanhas midiáticas, sobre os riscos do vício digital, no intuito de formar cidadãos autônomos e socialmente integrados. Assim, os indivíduos poderão utilizar as inovações tecnológicas a seu favor, sem se tornarem dependentes delas.