Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 17/05/2025

Na sociedade atual as relações interpessoais se tornam cada vez mais complexas principalmente com o advento da internet e juntamente com isso surge novos problemas que precisam serem enfrentados entre eles o vício em tecnologias.

Diante dessa perspectiva, o sociólogo espanhol Manuel Castells, em seu livro A Sociedade em Rede, apresenta como as relações entre as pessoas, com o surgimento de novas tecnologias de comunicação, se transformaram, assim facilitando a vida dos indivíduos e colaborando com uma diminuição da noção de espaços entre grupos diferentes. Nesse sentido, as tecnologias digitais podem ser vistas como ferramentas de inclusão e empoderamento social. Como afirma Pierre Lévy, filósofo francês e estudioso da cibercultura, “as novas tecnologias não apenas transformam a comunicação, mas ampliam a inteligência coletiva, promovendo a cooperação entre os indivíduos em escala global”.

Debate-se bastante, assertivamente, que no entanto, embora as tecnologias tenham ampliado as possibilidades de interação e colaboração entre os indivíduos, é preciso reconhecer que a crescente dependência desses meios também pode gerar efeitos negativos. A hiperconectividade pode contribuir para o aumento da ansiedade, do isolamento social e da sobrecarga mental, uma vez que os indivíduos se veem constantemente pressionados a estarem disponíveis e produtivos. Além disso, o uso excessivo das tecnologias pode enfraquecer as relações presenciais e diminuir a qualidade das interações humanas.

Portanto, é papel do Estado criar mecanismos para evitar a sobrecarga que vários indivíduos estão encontrando. O Ministério da Saúde — ministério responsável pelo planejamento das políticas públicas relacionadas a área da saúde — elabore uma ação coordenada para a prevenção dessa problemática, iniciando parcerias com as empresas criando palestras mostrando os malefícios da hiperconexão digital.