Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 13/02/2021

O filme “Wall-e”, lançado em 2008, traz uma história em que o mundo chegou a um estado crítico de falta de recursos naturais para a manutenção da vida fazendo com que os seres humanos precisassem sair da Terra e viver em uma espaçonave. Ao longo da trama, a narrativa revela que a humanidade estava completamente viciada nas tecnologias, a ponto de não perceberem a real situação que estavam presenciando. Fora das telas, fica claro que a realidade apresentada no filme pode ser relacionada com a do século XXI, em que com a revolução industrial e a chegada das máquinas, as pessoas estão se importando muito mais com postagens nas redes sociais do que com a realidade, trazendo prejuízos para a saúde mental, emocional e na vida social.

Em primeiro lugar, faz-se necessário lembrar que a terceira revolução industrial, cujo cerne foi desenvolvido de tecnologias de informação e comunicação, redimencionou o papel do homem na sociedade além de configurar as bases do processo produtivo. Nesse sentido, se por um lado tal conjuntura contribuiu para a aproximação de povos e pessoas, por outro o excesso de seu uso pode causar sérios problemas como irritabilidade, instabilidade de humor e depressão, principalmente nos jovens. Um estudo realizado em 2019 e publicado na revista Lancel feito com mais de dez mil adolecentes de quatorze anos, revelou que entre os que passam mais de cinco horas nas redes sociais, tem mais de 50% de chance de sofrer de depressão. Assim, fica evidênte que o uso descontrolado das tecnologias taz diversos problemas para a saúde mental e emocional.

Ademais, vale destacar que o vício em tecnologias e a dependência das máquinas também podem prejudicar a vida social, como os relacionamentos, estudos e trabalho. De acordo com o escritor e inventor americano, Buckminter Fuller, “a humanidade está adquirindo toda a tecnologia certa por toda razões erradas”, por exemplo, as pessoas gastam a maior parte do tempo com coisas irrelevântes nas redes sociais. ao invés de aproveitar esses recursos ao seu favor. Logo, é de extrema importância que a sociedade tenha conciência de como usar as tecnologias de forma correta.

Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessa forma, para consientizar a população de como usar as tecnologias de forma controlada e eficiente, urge que o Poder Público divulgue campanhas por meio das escolas e das mídias, que sensibilizem os possíveis problemas em relação à dependência tecnológica e além disso, incentivem outras atividades, através de: teatros, clubes de leitura e músicas, para aumentar a interação humana e diminuir os índices de doenças psicológicas. Somente assim, será possível evitar que cenas como a vista no filme “Wall-e” esteja presente na realidade.