Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 17/02/2021
Segundo o filósofo Friedrich Nietzsche, a arte existe para impedir que a realidade nos destrua. Sob essa ótica, é inegável a crueldade das expressões culturais para a promoção do bem-estar do homem moderno. No entanto, ao se observar a evolução do ser humano em busca de tecnologia, é notório a dependência das máquinas que se submetem. Nesse sentido. Pode-se afirmar que a alienação e dependência da tecnologia juntamente com a busca por se encaixar nos padrões impostos e almejados pela sociedade agravam essa situação.
Primeiramente, é valido destacar que a rápida mudança da mentalidade social colabora com esse cenário. Segundo o sociólogo alemão Theodor Adorno, a chamada “indústria cultural”, visando o lucro, tende a massificar e uniformizar os gostos a partir do uso dos meios de comunicação. Sob esse viés, é possível depreender que a utilização exagerada das máquinas causa certa dependência física e emocional a cada pessoa. Dessa maneira, ocorre a alienação e a necessidade de estar sempre conectado as redes levando o usuário a se tornar totalmente dependente de forma inconsciente. A internet é programada para saber o que a pessoa mais gosta de ver e causar certamente um vício fazendo com que cada usuário se mantenha cada vez mais conectado esquecendo de sua própria vida real.
Ademais, é fundamental apontar a busca por se encaixar nos padrões impostos pela sociedade como impulsionador da futura dependência das máquinas no Brasil. Segundo, a afirmação “o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, atribuída a filosofa francesa Simone de Beauvoir, pode ser facilmente aplicada à busca pelos padrões da sociedade. Já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Diante de tal exposto, essa necessidade se torna cada vez pior afetando a mente de milhares de pessoas, tirando até mesmo a sanidade mental para simplesmente serem aceitas a um grupo que nem se quer existir, apenas pelo fato de que a própria sociedade os impôs a isso. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que as mídias, por intermédio da internet divulgue campanhas sem fins lucrativos pensando em ajudar a atual e futura população a não serem excessivamente dependentes das máquinas. A fim de salientar os grandes problemas atuais, para que as pessoas se preocupem mais com si próprias e deixem de lado as redes sociais para finalmente conseguirem ter uma vida equilibrada e saudável. Assim, torna se possível a construção de uma sociedade mais empática e consciente de seus próprios atos.