Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 24/02/2021
Um dos problemas mais recentes e preocupantes na sociedade humana é o vício em smartphones. Num levantamento publicado pelo Tiinside, foi revelado que somente no ano de 2019 o número de usuários de smartphones aumentou de 3,2 para 3,5 bilhões. Cada vez mais estudos, pesquisas, relatos e notícias sobre o assunto são publicados. E não são apenas aparelhos eletrônicos, eletrodomésticos como micro-ondas e geladeiras, por exemplo, se tornaram quase necessidades básicas. Por outro lado, esses equipamentos foram feitos para ajudar os usuários e são indispensáveis no dia-a-dia. Principalmente na área médica, máquinas são cada vez mais utilizadas. Com o avanço na tecnologia, cada vez mais tratamentos e curas são possíveis, de novas vacinas até recuperação de tecidos danificados. Mas também no cotidiano há mais e mais utensílios para facilitar a vida das pessoas. Um exemplo é o GPS, essencial para quem mora em cidades grandes mas geladeiras e micro-ondas já são importantíssimos em qualquer lugar e a necessidade de se possuir dispositivos com acesso à internet, que já vinha crescendo, aumentou imensamente depois da pandemia de 2020. Apesar da utilidade das máquinas, contudo, ela traz problemas. A popularização das redes sociais é um grande exemplo disso; além de serem extremamente viciantes, vários estudos já comprovaram que o uso excessivo delas pode causar ansiedade, depressão, entre várias outras condições. Uma pesquisa publicada na SUPERINTERESSANTE mostra que, devido ao aumento do tempo que crianças passam assistindo televisão e vídeos no celular, seu desenvolvimento cerebral é perigosamente atrasado, principalmente na fala. Também em adultos a comodidade e o conforto trazidos pela tecnologia têm influenciado negativamente na redução na paciência, no aumento da intolerância a novas ideias e até na redução do QI médio da população. Para o bem ou para o mal, a sociedade humana atual é irremediavelmente dependente de máquinas. A esta altura, é praticamente impossível retorná-la a um estado primitivo de desenvolvimento sem consequências drásticas e caóticas para a sobrevivência da espécie. Dessa forma, tudo o que pode ser feito é aproveitar os benefícios e adaptar os malefícios para que impactem a vida pessoal de cada um o menos possível.