Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 08/12/2020
“O espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia”, frase dita por Albert Einstein, físico teórico alemão, demonstra a necessidade de não deixar se levar pela facilidade que o avanço tecnológico traz, juntamente do vício que causa. Logo, podemos compreender que esse caso traz malefícios de complexa solução, como a presença de transtornos psicológicos e o desinteresse pelo novo.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o exacerbado uso da tecnologia presente na atualidade, principalmente dos jovens, se tornou um alvo de extrema preocupação, já que seu nível de sujeição se equipara ao de dependentes químicos. Em 2017, um estudo feito na Universidade da Coreia, em Seul, comparou pessoas usuárias químicas com as que utilizam muito da internet, e constatou que havia, para ambos os tipos, danos neurológicos causadores de doenças como ansiedade, depressão, insônia e impulsividade.
Ainda nesse assunto, com o amplo uso de mídias e redes sociais por diversas horas, a vontade de experimentar e descobrir coisas novas diminui drasticamente pelo usufrutuário. Um estudo americano publicado no “Preventive Medicine Reports”, em 2018, indicou que 22,6% dos jovens que utilizavam das telas por mais de 7 horas por dia demonstravam maior desinteresse, diferentemente dos 9% que usavam por apenas uma hora. Com o passar do tempo, tendo como habitual uma rotina focada apenas em mídia digital, a pessoa pode apresentar quadros depressivos, podendo ter sua vida totalmente prejudicada.
Contudo, por mais que a evolução tecnológica tenha sua importância, ela ainda pode causar malefícios quando usada exageradamente. Nesse episódios de tamanha dependência, se faz necessário estabelecer uma rotina que torne, aos poucos, mais fácil de liderar com tal, podendo ter nela novas atividades fora desse meio, como também acompanhamento profissional. Portanto, por meio de palestras focadas no assunto, admitidas pelo Ministério de Saúde (MS), se daria um bom início para tal combate.