Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 25/11/2020

Durante o episódio “Urso Branco”, uma série instigante Black Mirror alerta seus espectadores quanto ao poder da teonologia em condena-los a “superficialização” da vida humana, Na trama, os aparelhos adolescentes os tomam incapazes de se solidarizar ao sofrimento humano, e fazem das pessoas marionetes da inércia no que se refere às transferências interpessoais. Fora das telas, no Brasil, toma-se realidade uma a utilização da teonologia de forma prejudicial às liberdades individuais e a cidadania, criando a necessidade de medidas que resolvam a questão.

De acordo com Jo Ellan Dimitrius, na vida moderna, a deterioração tanto das relações quanto dos valores humanos é nítida. Isso vai de encontro com o contexto hodierno dos brasileiros, momento no qual as relações interpessoais são depreciadas em vista dos vícios em recursos tecnológicos. Outrossim, a associação de tais recursos ao ambiente de trabalho dificulta o relacionamento familiar, pois, constantemente, os momentos de comunhão perdem crédito ante aos deveres profissionais.

Em síntese, o Programa do Transporte do Impulso do Instituto de Psiquiatria da USP indicou que o uso excessivo dos aparelhos eletrônicos, em especial o celular, pode se transformar em um transtorno psiquiátrico. Conhecido como nomofobia, tal distúrbio acarreta em dificuldades psicológicas, além de colaborar com a falta de relações sociais efetivas no cotidiano da nação. Por causa disso, torna-se evidente que, apesar de trazer facilidade e auxiliar em diversos aspectos do relacionamento humano, a utilização da tecnologia ainda falha em sua maior parte com relação ao seu nível de salubridade.

Diante do exposto, faz-se necessária a intervenção civil e estatal para combater o impasse. O Estado, nesse contexto, carece de fomentar práticas públicas, tal como a criação de campanhas mediáticas que informam os indivíduos quanto aos perigos do uso excessivo da tecnologia. É imperativo, ainda, que os cidadãos, juntamente com as escolas, promovam atividades e palestras com enfoque na conscientização, a fim de indicar à população quais são as maneiras saudáveis de se utilizar os aparelhos tecnológicos, de modo a evitar o vício e o desenvolvimento de transtornos. Por fim, parcerias público-privadas devem trabalhar na criação de movimentos a favor da inclusão social, com o fato de conter a reclusão e incentivar a participação dos indivíduos nas relações interpessoais. Dessa forma, essas relações não serão mais deterioradas, valores humanos serão perpetuados e o pensamento de Dimitrius deixará de ser uma realidade.