Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 06/10/2020
A tecnologia possibilitou mudanças significativas para a sociedade. No entanto, apesar das transformações tecnológicas seu uso indevido pode ocasionar danos irreparáveis. Nesse sentido, deve-se analisar não só o uso intenso dos aparelhos tecnológicos, como também aos impactos causados pela dependência das máquinas sendo responsáveis pela perseverança dessa problemática. Logo, é evidente a urgência de medidas para conter as consequências, por exemplo, do vício gerado pelos dispositivos tecnológicos.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o uso da tecnologia é algo indispensável, visto que é uma ferramenta que auxilia nas diversas áreas, entretanto, o uso exacerbado dos aparelhos tecnológicos gera danos a longo prazo. Nessa perspectiva, o conceito de modernidade líquida proposta por Zygmaunt Bauman, sociólogo polonês, diz respeito à superficialidade nas relações ocasionadas pelo avanço da tecnologia. Nesse viés, as relações sociais tornam-se cada vez mais vagas, uma vez que, no mundo virtual, a comunicação propaga-se de forma instantânea e volátil. Além disso, o indivíduo nas redes sociais pode assumir diferentes identidades a cada momento o que produz uma sensação de prazer no cérebro. Por conseguinte, influencia o isolamento dos indivíduos no âmbito social. Dessa forma, é crucial que haja ações interventivas.
Em segundo lugar, é válido considerar o quão necessário a tecnologia se faz presente no dia a dia das pessoas, contudo o uso dos aparatos tecnológicos sem restrição podem gerar dependência pelo universo virtual. Nesse sentido, a nomofobia, nome dado ao transtorno de ansiedade causada pelo medo de ficar sem conexão com o meio virtual, é um problema que afeta, principalmente, os jovens. Nessa conjuntura, os indivíduos que passam muito tempo dentro do meio digital sem moderação e controle, consequentemente, são vulneráveis a inúmeros problemas. Em decorrência disso, além do transtorno da nomofobia, nota-se, a depressão como uma outra consequência provinda da tecnologia. Desse modo, é evidentemente a urgência de soluções.
Portanto, faz-se necessário que os agentes sociais reavaliem medidas eficazes que combatam o dilema do vício causado pela tecnologia. Como forma de garantir isso, cabe ao Governo um significativo investimento para o Ministério da Educação para a construção de projetos nas escolas, acessíveis aos alunos da rede pública, como também a comunidade, por meio de palestras informacionais, com o intuito de não só tornar as aulas mais atrativas, mas também colaborar na absorção do conhecimento acerca dos danos do uso constante do meio digital. Assim, não há dúvidas que ocorrerá o enfraquecimento desse problema ainda persistente no País.