Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 08/10/2020

Na Contemporaneidade, em tempos de modernidade líquida, a sociedade pós-moderna - comedido por relações sociais medíocres - se apresenta mais evidente. Ademais, com a introdução de novos fluxos de informação instantânea no mundo globalizado, a condição de existência social é vinculada às interações estabelecidas pela internet. Mediante a isso, os fatores de propagação de um pensamento alienante e desestimulante coligado com a distorcida noção de propagação de “vidas falsas” são problemas evidentes - e que devem ser sumariamente coibidos.

Em primeiro lugar, a alienação da população vinculada ao excesso de dependência tecnologia são fatores alarmantes no mundo contemporâneo. Isso se dá pela propagação de grandes fluxos de informação - que o cérebro não é capaz de absorver e acaba por diminuir o pensamento reflexivo. Por conseguinte, serve como uma forma de entretenimento superficial que não agrega novos valores. Situação esta, muito semelhante ao conceito de Indústria Cultural de Adorno e Horkheimer, que ilustra a forma em que a sociedade contemporânea é vinculada a entretenimentos supérfluos e alienantes. dessa forma, o indivíduo desagrega seus valores reflexivos e se torna dependente da ociosidade agregada às redes sociais.

Ademais, a exaltação de vidas “falsas” é uma realidade negativa que estimula o vício tecnológico, pois, está associada ao status social - idealizado por muitos. Esta condição implica expressivamente na saúde mental dos indivíduos, que se limitam a necessidade de realçar a sua vida aos moldes sociais pré-estabelecidos estruturalmente. Fato este, intrinsecamente ligado ao conceito de Sociedade do Espetáculo de Guy Debord - mostrando as relações da sociedade capitalista moderna com a exaltação de vidas perfeitas inexistentes vinculadas ao Fetichismo de Mercadoria, ao ato de consumir demasiadamente; e a ignorância de sua condição social alienante através da multimídia. Isso se torna evidente na situação de vício (tecnológico) em que o indivíduo se coloca para adquirir certa reputação.

Em suma, para que problemas como este não passem por processos de ressurgência, é preciso que o Ministério da Educação (MEC) propague em todos os níveis de ensino minicursos obrigatórios (com direito a diploma de graduação), por meio de plataformas multimídia (como apostilas, smartphones, programas de televisão, aulas presenciais, entre outros) - vinculados a assuntos pertinentes, que proporcionem valores educacionais em relação ao consumo e acesso adequado das redes tecnológicas; e por consequência, atribua novos valores sociais e desalienantes ao indivíduo, para assim, propagar um pensamento mais autônomo.