Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 29/09/2020
É notável a transformação que a tecnologia proporcionou na sociedade em várias áreas, tais como na informação, educação e na interação social. No aspecto de comunicação a internet tornou-se mais acessível através de aparelhos como o celular, sendo possível satisfazer muitas necessidades dos usuários. Com tamanha acessibilidade é possível notar o uso prolongado dos dispositivos de comunicação pela população, muitas vezes, seu uso de forma abusiva gera um quadro de dependência do aparelho e sua abstinência pode causar consequências psicológicas graves aos usuários. Diante disso, é essencial analisar tal situação que está diretamente ligada à educação, à economia e até mesmo à saúde publica.
A princípio, observa-se que com popularidade da internet, crianças, adultos e idosos passaram a usar celular no dia a dia e com o uso intenso fez uma real necessidade de estar o tempo todo conectado. De acordo com uma pesquisa feita em Londres no ano de 2019, cada pessoa no mundo passa mais de 6 horas conectada à internet por dia. Diante disso, uma dependência pode ser gerada e quando algum fator limita o uso do aparelho, as pessoas passam a ter nomofobia que é o medo de estar sem celular ou dispositivo eletrônico e isso pode ocorrer devido à falta de instrução e modo crítico das pessoas. Nesse aspecto, o uso sem instrução de aparelhos eletrônicos faz com que as pessoas sintam-se cada vez mais dependentes de estarem conectados em jogos ou redes sociais, uma vez que se sentem como se houvesse um mundo paralelo, temendo a ausência caso surge algum obstáculo. Consequentemente, a monofobia faz com que o usuário sinta-se uma pessoa impotente, desencadeando quadros de abstinência, como ansiedade, transtornos obsessivos compulsivos e até mesmo fobia social.
É valido ressaltar que os quadros clínicos provocados pela fobia de estar sem dispositivo móvel são algo sério para a sociedade como um todo, uma vez que se trata de um problema de saúde pública, no Japão, por exemplo, há clinicas para recuperação de pessoas que são viciadas em mídias sociais e estão em abstinência. Há uso de ansiolíticos através de médicos e alguns casos graves o paciente pode sofrer até convulsão.
Desse modo, é necessário que as escolas tanto públicas quanto privadas, ofereçam oficinas de debates, palestras e aulas de conscientização sobre a prevenção do uso demasiado das redes móveis. Ainda visando o cuidado com a população, é essencial que o SUS através dos hospitais públicos de cada município, ofereça suporte de tratamento psicológico para usuários nomofóbicos. Assim, haverá uma população mais instruída e saudável.