Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 15/09/2020
A Terceira Revolução Industrial, foi um marco importante para o desenvolvimento da sociedade com uma série de descobertas tecnológicas para facilitar os meios de produção e a dinâmica da vida nas cidades. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que a revolução propôs, uma vez que os seres humanos vem cada vez mais se tornando dependentes das tecnologias. Esse cenário é fruto tanto da precariedade do ensino do país, quanto na quantidade exorbitante de caminhos facilitadores que as pessoas tem à disposição pelas tecnologias. Diante disso, torna-se fundamental a discurssão desses aspectos, a fim de impedir que essa problemática se alavanque.
Primeiramente, é importante pontuar que a educação em o fator principal no desenvolvimento de um país. Ocupando a nona posição na economia mundial, de acordo com a Fundação Instituto de Administração, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo a realidade é justamente o oposto e é claramente refletido na grande quantidade de pessoas viciadas em aparelhos eletrônicos. Segundo Pitágoras, “ Educai as crianças e não será preciso punir os homens”, trazendo essa reflexão para o tema, observa-se que se não for tratada a questão das tecnologias nas escolas, os futuros membros da sociedade serão totalmente reféns destas.
Outrossim, o filme Wall-E, retrata uma sociedade totalmente dependente das máquinas para realizarem atividades que necessitam de esforço físico, no cenário nota-se também que todos os cidadãos tinham sobrepeso e eram em sua totalidade sedentários. Assim como na vida real, é notório o crescimento dos mesmos problemas relatados na obra cinematográfica, uma vez que de acordo com o Dr. Larry Rosen ex- presidente do Departamento de Psicologia da Universidade do Estado da Califórnia, mostra em seu livro iDisorder, que 70% dos usuários aparelho celular sofrem da Síndrome do Toque Fantas, uma das doenças mais alarmantes causada pelo consumo excessivo do smartphone é sentir o dispositivo no bolso quando ele estava no silencioso.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para a resolução desse problema. Dessarte, com o intuito mitigar a dependência de tecnologias na vida da popularidade, necessita urgentemente que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Ministério da Educação, através da elaboração de um plano nacional para para capacitar os educadores de todas as redes de ensino tanto privadas, quanto públicas com cursos de educação tecnológica para implementarem esse ensino na grade curricular dos alunos. Desse modo atunuar-se-á, em médio e longo prazo o impacto nocivo do vício e dependência das novas inteligências tecnológicas.