Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 24/08/2020
No mundo contemporâneo, com enorme gama de informações, de entretenimentos e de meios de comunicação, a internet se tornou, rapidamente, parte do cotidiano da maioria dos brasileiros. Entretanto, esse instrumento para alguns indivíduos se tornou um vício, uma dependência que toma várias horas do dia, ou seja, um uso exacerbado e desmedido. Nessa perspectiva, pode-se relacionar a esse uso exacerbado a sua naturalização na sociedade, moldando, assim, a vida de muitos, sobretudo dos jovens.
Em primeira análise, é importante ressaltar que, em função de seus amplos benefícios, o mundo virtual logo se popularizou, tornando quase que norma estar conectado a esse para manter as relações sociais. Em um episódio da série Black Mirror, por exemplo, todos os indivíduos são classificados com uma nota baseada nos atos e, principalmente, nas postagens nas redes sociais – tornando todos dependentes do meio digital. Paralelamente, é isso que o sociólogo Zygmunt Bauman menciona, as relações sociais começaram a priorizar inúmeras relações frágeis na rede em vez de relações profundas no “mundo real”.
Por conseguinte, nota-se a transformação dos estilos de vida de várias pessoas para se adequar a dinâmica do mundo digital, como a divulgação de estereótipos de vida perfeitas – por meio de fotos felizes a todo momento -, a mudança de horário de dormir para eventos onlines de jogos, entre outros. Assim, pode-se, dependendo da mudança na vida real, ter diversos problemas, como depressão, isolamento social, obesidade e privação de sono. Tendo como exemplo, um menino de 17 anos que, enquanto jogava durante horas no PC, morreu por um derrame causado por falta de nutrição.
Diante do exposto, para amenizar a dependência pela internet é mister que a secretária educacional de cada município do Brasil crie aulas, com professores especializados, para a discussão e aprimoramento do senso crítico em relação ao uso regulado e apropriado da internet, que demonstrem as mazelas de seu uso excessivo, a fim de acabar com essa naturalização errônea da sociedade.