Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 29/04/2020

A Revolução Técnico-Científica-Informacional teve início na metade do século XX e impactou o mundo todo com inúmeras inovações em diferentes esferas, incluindo a própria população. É inegável que a internet se tornou essencial na vida das pessoas, de modo que a sociedade nutre certa dependência por essa ciência. Infelizmente, esse vício pode comprometer o convívio social e afetar negativamente a vida dos jovens.

A priori, vale ressaltar que o uso contínuo da internet pode prejudicar a interação entre as pessoas. Consoante ao pensamento de Erich Fromm, que foi um importante sociólogo alemão, “o perigo do passado era que os homens se tornassem escravos. O perigo do futuro é que os homens se tornem autómatos”. Nesse contexto, é coerente dizer que o ser humano pode se tornar uma “máquina” com comportamentos automáticos, que vive em prol dessa tecnologia. Ou seja, o indivíduo opta por passar seu tempo nas redes e exclui das suas prioridades o encontro pessoal e saudável.

Em segunda análise, é importante discorrer sobre os impactos do vício da internet na vida dos adolescentes. Segundo o site Dependência Tecnológica o uso intenso das redes sociais e jogos eletrônicos podem causar sofrimento e consequências para os jovens, como depressão, ansiedade, déficit de atenção e agressividade. Por conseguinte, esse fenômeno global pode afetar  o desempenho escolar dos alunos e as relações pessoais,  uma vez que eles têm a saúde mental afetada graças às enfermidades causadas pelo vício tecnológico.

Em face disso, faz-se necessária a atuação do Ministério da Educação  na conscientização escolar, acerca da necessidade dos alunos compreenderem a seriedade de uso exagerado da internet, por intermédio de palestras que, ao serem ministradas nas escolas orientem os estudantes a diminuírem o tempo usando aparelhos tecnológicos, a fim de combater a dependência às máquinas. Somado a isso, cabe ao Estado junto à mídia, realizar e divulgar campanhas de conscientização, estimulando a população a controlar o uso da tecnologia.