Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 11/11/2019

A inteligência superficial

A inteligência artificial vem tornando-se uma ferramenta cada vez mais incorporada nas escolas. Esta ocorre através dos computadores que direciona os estudos dos alunos e, dessa forma, personalizam o aprendizado. A partir disso, estimula a atenção dos discentes de forma versátil no processo de ensino. No entanto, há uma linha tênue entre o aprimoramento do aprendizado e a sua superficialidade - podendo contribuir para a ociosidade cultural e também com o vício às telas digitais.

De fato, para alguns alunos a instituição de ensino tornou-se um local monótono. No que concerne ao uso de computadores, é plausível seu uso nas instituições, já que resultaram em benefícios múltiplos, agregando tanto aos discentes quanto aos docentes – colaborando com a dinâmica em sala. Como exemplos: aplicação de teste, correções e nota individual prontamente informada. Acrescentando-se a esses pontos, funciona como um “guia de aprendizagem”, através de correções, pontos de melhoria, e ainda indicações de materiais que são fiscalizados e acrescentados com as do professor. Comparando a um jogo - o qual se ganha e se perde - a longo prazo pode deflagrar em um arquétipo de alunado aculturado, apático, ou melhor, estagnado perante a busca do conhecimento, corroborando que a autonomia é imprescindível para aprofundar-se no desenvolvimento da inteligência.

Segundo o docente Rogério Joaquim, “usar recursos digitais não é garantia de aprendizagem. A tecnologia é mais uma ferramenta que precisa do talento do professor, interesse do aluno e acompanhamento familiar”. Diante dessa premissa, é utópico considerar que o uso da inteligência artificial será a solução para as lacunas vazias e o próprio desinteresse do aluno, já que existe um tripé que fomenta o processo de aprendizagem – professor, aluno e família. Além disso, estudos recentes afirmam que o uso constante da tela digital é prejudicial para a maturação cerebral, demonstrando que quanto mais jovem o cérebro piores e maiores são os danos causados. Dessa forma, é factível perceber os prós e contras frente ao uso de máquinas, sendo necessário cautela quanto a seu uso. Ou seja, treinar os professores para lidar com diversas dificuldades no manuseio da inteligência artificial e também está atento as questões da superficialidade nesse processo.

A nova tecnologia é, portanto, um meio que contribui, e muito, em instituições educacionais. Mas para sua implementação deve haver treinamento dos docentes, já que, a figura do professor no despertar para a visão de mundo são absolutamente insubstituíveis. Assim deve-se limitar o uso da inteligência artificial para o desenvolvimento da autonomia do aluno, aprofundando-o no caminho do conhecimento.