Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 24/10/2019
Desde as primeiras evoluções tecnológicas do homem, como o fogo e a roda, a sociedade vem se modificando e se adequando a cada inovação, buscando-se cada vez mais o desenvolvimento técnico. Nos dias de hoje, com o advento dos smartphones e da democratização da internet, é difícil considerar a rotina do homem moderno sem as facilidades que essas ferramentas proporcionam. Apesar disso, o uso desenfreado dos aparelhos eletrônicos é um grave problema da sociedade atual, e essa dependência tecnológica deve ser analisada como um problema de saúde pública brasileira.
Primeiramente, é importante compreender como a nova geração está inserida no mundo das tecnologias e como isso a afeta. Dessa forma, para a Sociologia, os nascidos em meados dos anos 1990 denominados “Geração Z” surgiram concomitantemente com o “boom” tecnológico, estando sempre conectados com o meio informacional, tendo acesso a vários meios de comunicação como, televisão, rádio, computadores, tablets, smatphones, entre outros.
Por conseguinte, essa formação cidadã atrelada ao progresso tecnológico também traz um lado negativo, como: problemas psicológicos ocasionados pelo uso exagerado desses aparelhos. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua teoria da modernidade líquida, a sociedade se encontra em um momento de fluidez em que as relações humanas são “rasas” e efêmeras. Nesse contexto, doenças mentais, como a ansiedade e a depressão, são intensificadas na sociedade contemporânea, em que há um desequilíbrio entre as relações reais e as virtuais.
Portanto, para minimizar esse impacto na saúde pública brasileira, faz-se necessário que o Ministério da Saúde, ao lado das escolas, distribua material de educação tecnológica, por meio de palestras e debates, ministradas em aulas de Sociologia, com a finalidade de educar a nova geração sobre o uso dos aparelhos eletrônicos.