Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 23/10/2019

Um dos episódios da série “Black Mirror” relata a história de uma mulher e como o uso de uma rede social afeta diretamente os aspectos na sua vida. Além disso, a busca excessiva por destaque nessa mídia causa dependência tecnológica e também ansiedade. De maneira análoga, atualmente no Brasil, a facilidade ao acesso a novas tecnologias alia-se à presença massiva de empresas e indústrias no meio midiático, que influenciam os indivíduos ao uso intensivo de internet e geram dependências que atingem negativamente sua vida social.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, a indústria cultural, como definiu o sociólogo, Adorno, influencia no que deve ser consumido, não apenas produtos mas também o que assistir ou acessar na internet. Desse modo, fica evidente que grandes empresas inseridas no meio tecnológico incentivam cada vez mais o uso de aplicativos e redes socias nos “smartphones”, por meio de ações publicitárias ou de entretenimento com o objetivo de lucro.

Por conseguinte, alguns indivíduos tornam-se viciados em celulares, computadores e “videogames” justamente por transformações no modo de vida. Visto que, Marshall McLuhan afirmou: “O homem cria ferramentas, e as ferramentas recriam o homem”. Como resultado, com novas tecnologias cria-se um novo ser humano. Por isso, o uso excessivo e constante dessas ferramentas geram consequências como a dependência tecnológica, que pode ser causa de depressão, ansiedade social, hiperatividade e impactam a vida social e profissional do indivíduo.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa dependência. Para tanto, o Ministério da Saúde deve efetivar programas de combate ao vício tecnológico – como já é feito em alguns hospitais públicos que atendem problemas como a dependência em redes socias – e disponibilizar tratamento gratuito por meio de atendimento especializado com psicólogos em clínicas e hospitais, com o objetivo de reduzir os malefícios mentais e físicos causados pelo uso excessivo de celulares e outros dispositivos. Assim, a ficção de “Black Mirror” não se tonará realidade no Brasil.