Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 02/10/2019
Bauman, grande sociólogo polonês aponta para uma verdade incontestável de que vivemos em tempos, nos quais a liquidez das relações em contraponto à perda da bases sólidas é a marca da contemporaneidade. Nesse sentido, pode-se dizer que muitas questões derivam desse fato na sociedade contemporânea, sobretudo no que tange a dependência excessiva de tecnologia por uma parcela significativa de brasileiros. Esse imbróglio inquietante, muitas vezes, decorre da premissa do ser individual moderno.
Em face disso, é interessante observar que o problema em questão é uma das consequências da relações que nos permeiam, uma vez que Bauman afirma categoricamente que as ações humanas na pós-modernidade por não possuírem, regularmente, como principio básico a duração, acabam sem um norte, ou uma direção adequada. Por relação análoga, pode se perceber que a população envolve-se cada vez mais em um individualismo crescente, no qual provoca a perda não apenas de vínculos, outrora importantes, quanto de sentido.
Nessa esteira de pensamentos, Bauman ainda aponta, que no mundo líquido moderno, de fato, a solidez das coisas, tanto quanto a solidez das relações, vem sendo interpretado como ameaça. Tal assertiva nos leva a pensar que é necessário ser resistente á liquidez e buscar formas agir em favor de uma resposta mais eficaz para o problema em questão, já que não agir implicará em uma situação que pode acentuar-se de tal modo que seu campo de ação chegará a níveis incontornáveis, como pode ser percebido no notório aumento da depressão e em alguns extremos o suicídio, suscitado, várias vezes, pelo uso exacerbado das redes sociais.
Por conseguinte, não se pode perder de vista a seriedade desse problema. Desse modo, compete ao poder público, sobretudo pelo MEC, implantar palestras conscientizadoras, consonante ao aprimoramento das aulas de informatica no intuito de informar as consequências do uso inapropriado das tecnologias e ensinar um meio produtivo de usufrui-la.