Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 03/09/2019

Isaac Newton, por meio da inércia, afirma que tudo que está em movimento tende a permanecer em movimento, até que uma força suficiente atue sofre ele, o que faz com que mude seu percurso. O vício em tecnologias é um problema que está se intensificando na sociedade brasileira. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o caminho desse impasse da permanência para a extinção, fatores sociais e familiares acabam por contribuir com a situação atual.

Em primeiro lugar, é importante destacar um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que indica que 30% das pessoas entrevistadas entram em paranoia quando não conseguem utilizar o celular, chamado de “nomofobia”, medo cronico de ficar sem o aparelho. Tal compulsão não só causa falta de concentração, mas também ansiedade. Dessa maneira, relacionamentos pessoais, estudos e trabalho são prejudicados.

Entretanto, a questão está longe de ser resolvida. Com a constante evolução da tecnologia torna-se mais difícil que os indivíduos se livrem da dependência. Outrossim, as famílias contribuem para a situação, não dando a devida atenção com a  falta de diálogo. De acordo com um estudo realizado pelo site Galileu, diz que a compulsão em aparelho eletrônicos pode estar ligado a quadros de depressão. Por isso, optam por viver em um mundo fictício e se isolam do mundo real.

Portando, fica evidente a necessidade uma tomada de medidas que realizem a mudança do percurso. Assim, seria interessante que a mídia, por meio de novelas que abordem o tema, buscassem orientar as famílias a dialogarem em casa sobre o uso excessivo. Ademais, cabe ao Ministério da Educação - ramo do Estado responsável pela formação civil - distribuir, por meio verbas governamentais, cartilhas educativas da ruas e escolas, sobre os males da dependência, com o intuito de conscientizar todos os cidadãos. Só assim, a família e a sociedade funcionarão como a força descrita com Newton e mudarão o percurso  para a extinção.