Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 25/02/2019
“Seja qual for a liberdade pela qual lutamos, deve ser uma liberdade baseado na igualdade”. Em conformidade ao pensamento da filósofa americana Judith Butler, a frase assemelha-se a constante luta da comunidade trans do Brasil pelo direito à vida. Nesse sentido, é possível afirmar que esse direito básico presente na Constituição Cidadã é negligenciado pelo governo e menosprezado pela sociedade.
Em 29 de janeiro de 2004, travestis, homens e mulheres trans se dirigiam ao Congresso Nacional com a campanha: “Travesti e Respeito”. Contudo, 15 anos se passaram e pessoas trans ainda são desrespeitadas em espaços públicos, criando assim um abismo entre tais minorias e o mercado de trabalho. Além disso, a falta de atenção do poder público tem aumentado significativamente os índices de violência, haja vista que o Brasil lidera o ranking de países que mais matam lgbts.
O filme “A garota dinamarquesa”, relata a história de Lili, uma transexual em processo de transição que sofre constantemente em uma sociedade que não a identifica como uma mulher. Assim como no filme, a maior parte da sociedade brasileira não reconhece a transexualidade, infelizmente pela falta de informação e sobretudo pela existência de pensamentos extremamente conservadores, visto que impedem a diversidade sexual e identidade desses grupos marginalizados, assim reforçando o pensamento de radicais.
Em suma, o governo deve criar políticas públicas para a proteção da comunidade trans, de modo que os agressores sejam penalizados e acima de tudo, desenvolva palestras socioeducativas nas escolas e comunidades ministradas por Ongs lgbtqi+ com a finalidade de esclarecer sobre a identidade trans e promover o respeito.