Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 30/10/2018

Pode-se dizer que a forma generalizada para definição de pessoas transexuais, transgêneros e travestis seria a não-identificação com o seu sexo biológico. É notório, no entanto, que esse é um assunto de suma importância. Uma vez que os indivíduos trans lutam pelo seu respeito e reconhecimento e, em contra partida, recebem violência resultante de uma sociedade alienada e preconceituosa para com essa liberdade de gênero.

É relevante abordar, primeiramente, que a população trans busca pelo seu reconhecimento conforme ao gênero com o qual se identificam. Lamentavelmente, aliada a dificuldade de mudança de nome em registro, a sociedade se recusa a reconhecer o nome social. Em consequência, a falta dessa devida nomeação ocasiona a marginalização, a exclusão social, a evasão escolar, a prostituição, recorrente da falta de empregos - oriunda do preconceito que impede que sejam tratados da maneira adequada.

Outro fator importante é a violência para com os travestis, transexuais e transgêneros. Assim como ocorrido no século XX, cujo entre 5 e 15 mil homossexuais foram mortos durante o Holocausto,  no Brasil o episódio se repete. Nesse sentido, o país é recorde nos casos de morte por transfobia, dado que, segundo a ONG Transgender Europe, entre 2008 e 2014 mais de 600 pessoas transexuais foram mortas. Além disso,a população brasileira é considerada a mais transfóbica do mundo.

Diante dessa problemática, consta-se que a transfobia está presente em nossa sociedade causando vários impasses. É imprescindível, portanto, que o Poder Legislativo elabore um projeto de leis para mudança de nome de pessoas trans em registro, para que elas sejam tratadas de maneira adequada e reconhecidas como almejam; outrossim, é necessário que sejam implantadas políticas públicas que protejam e assegurem seus direitos, além de aumentar a pena em caso de transfobia. Com essas ações, travestis, transexuais e transgêneros alcançarão o seu reconhecimento e respeito no corpo social.