Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 27/10/2018
“A vida oscila como um pêndulo, indo e voltando, entre a dor e o tédio”. Esse pêndulo da frase do filósofo alemão Arthur Schopenhauer tem tendido, hodiernamente, ao lado da dor se analisarmos a vida em sociedade dos transexuais. Nesse contexto, a transfobia, no Brasil, vem crescendo ano após ano, causando mortes e preconceito.
Em primeiro lugar, a transfobia está cada vez mais se enraizando na cultura brasileira, tornando-a mais presente. Segundo o pai da sociologia, Émile Dukheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, sendo coercitiva, exterior e geral. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o preconceito pode ser encaixado na teoria do sociólogo, uma vez que, se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a adotá-lo pela vivência em grupo, intensificando o problema, caracterizando, segundo o próprio Durkheim, como uma patologia social.
Outrossim, haja vista que esse preconceito está enraizado e se intensificando, a realidade dos trans é baseado em perseguições e, muitas das vezes, morte. De acordo com relatórios do Grupo Gay da Bahia, o Brasil mata, a cada 25 horas, uma pessoa LGBT, tornando, assim, o país que mais mata esse grupo no mundo. Ou seja, uma vez visto a situação das minorias de gênero, políticas públicas são totalmente válidas e necessárias.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para solucionar o problema. Segundo o filósofo Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Logo, o Ministério da Educação deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por ONG, professores e pessoas trans, por meio de parcerias com universidades, que discutam sobre a importância do combate à transfobia e o respeito às diferenças, conseguindo, assim, quebrar a coercitividade do fato social e curar essa patologia social.