Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 23/10/2018
“Crer em preconceitos é cômodo porque nos protege de conflitos”. O pensamento de Heller auxilia no panorama da análise da transfobia no Brasil, visto que, historicamente, a sociedade marginaliza as minorias, o que promove a exclusão do indivíduo de alguns dos direitos cidadãos. Diante dessa perspectiva, cabe analisar os fatores que resultam da situação preconceituosa que devemos combater.
Primeiramente, é importante ressaltar as dificuldades dos membros LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais) logo no primeiro contato com a sociedade, na escola. Segundo pesquisa publicada no site Agência Brasil, mais de um terço dos alunos não heterossexuais já sofreram agressão física na escola. Ademais, estudantes que vivenciaram maiores níveis de agressão devido à identidade de gênero tem quase 2 vezes mais probabilidade de vivenciar níveis altos de depressão. Isso comprova como a falta de preparação na educação pode afetar toda a vida do indivíduo.
Por outro lado, felizmente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que a transexualidade não é mais considerada uma doença mental. Tal confirmação é um grande avanço para a maior aceitação da sociedade perante aos grupos que sofrem o preconceito por causa de constatações infundadas. Entretanto, há uma grande parcela da sociedade que ainda tem a ideia, disseminada durante 30 anos, que é uma doença, por isso há a referência de transexualismo, em que o sufixo “ismo” refere-se a doença.
Em suma, torna-se evidente como a população ainda não trata a minoria social como indivíduos que merecem respeito. Em razão disso, o governo deve investir, principalmente, em educação inclusiva e esclarecedora. Para isso, o Ministério da Educação deve colocar em pauta assuntos ligados à orientação sexual, por meio de palestrantes representativos e profissionais da saúde que demonstram apoio. Assim, as crianças crescerão convivendo com as diferenças desde a educação básica e, consequentemente, irão se tornar adultos conscientes dos atos.