Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 12/10/2018

Betinho afirmou: “O desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade, diversidade, participação, solidariedade e liberdade". Nesse sentido, nos dias hodiernos, o progresso é sucumbido ao passo que a transfobia limita o exercício das ponderações básicas enumeradas pelo sociólogo brasileiro por parte das minorias sexuais. Diante disso, torna-se passível de discussão, hoje, a ignorância populacional, bem como os entraves político sociais como propulsores da problemática.

Em primeira instância, é incontrovertível que o desconhecimento é a fonte da intolerância. Isso porque, a popularização das expressões sexuais LGBT+ são muito recentes no Brasil. A primeira dramatização dessa temática em TV aberta remonta o ano de 2011, com a telenovela “Amor e Revolução” da emissora SBT. Por conseguinte, ainda faz-se recorrente o choque entre as formas mais recentes de sexualidade e as tradições patriarcais arraigadas na nação, sendo esse um contexto fértil para a errônea discriminação dos diferentes. Todavia, já nos alertava o renomado matemático Pitágoras: “Eduquem as crianças, e não será necessário castigar os homens”.

Igualmente, destaca-se a incipiente representatividade da fatia populacional em questão. A eleição de candidatos travestis ou transexuais para cargos públicos ainda é minoritária em todo o país. Isso incorre em uma deficitária representatividade política e consequentes reflexos negativos para o gozo da cidadania desse coletivo, o que deve, pois, ser combatido, dado o legado do grande Aristóteles quando proferiu que a política tem por fim a manutenção do bem comum.

Em virtude dos argumentos expostos, fica evidente a necessidade de esclarecimento à população e fomento ao protagonismo trans nos assuntos públicos. Para tal, cabe ao Ministério da Educação atuar na formação de cidadãos tolerantes, por intermédio da ênfase na ementa curricular de sociologia aos assuntos tangentes às lutas das minorias brasileiras, para que os transexuais ganhem o reconhecimento devido. Ademais, o corpo social deve engajar-se na decisão de seu voto, por meio de uma pesquisas profundas à respeito das propostas de seus candidatos, a fim de escolher aquele que lute pela isonomia e equidade de direitos independente da orientação sexual. Destarte, a transfobia deixará de ser um empecilho para a ordem e progresso.