Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 14/11/2021

No Brasil Colônia, era comum a escravidão de índios e negros no país, em outras palavras, os direitos cívis eram destinados somente a nobreza e a elite portuguesa. No Brasil contemporâneo, a Constituição, de 1988, assegura a justiça, saúde e igualdade para toda sociedade brasileira, no entanto, ainda há um desafio em combater o tráfico humano, devido à ineficiência das políticas públicas em assegurar a quebrar da culta de superioridade étnica. Além disso, a falta de conhecimento da população sobre os gatilhos de violação dos direitos humanos agrava ainda mais a situação.

Inicialmente, vale ressaltar o filme “Até o Último Homem”, que narra a história do médico combatente Desmond Doss. Em síntese, é retratada a época do nazismo, cujas marcas ainda estão presentes em idiologias contemporâneas. Tendo como exemplo, a hierarquização social que certos sujeitos se julgam superiores aos outros. Fora da ficcão, nota-se um paralelo do filme com parte da sociedade brasileira, visto que ainda há uma forte culta que justifica o tráfico humano por uma situação ilógica de superioridade, que é resultado da negligência governamental de ausência de punições sobre os infratores. Dessa maneira, torna-se evidente a necesidade de retificar esse padrão cíclico na sociedade brasileira, para assim quebrar essa culta prolongada desde o período do Brasil Colônia.

Em segundo lugar, outro desafio é o baixo conhecimento populacional sobre os direitos humanos. Segundo a filósofa alemã Hannah Arendt, em seu livro “Eichmann em Jerusalém” é retratada a expressão “A Banalização do Mal”, o qual define que uma ação é realizada tantas vezes que aceitamos a situação sem questionar. Nesse sentido, verfica-se que mesmo submetidos a trabalhos praticamente de escrivadão, a população acredita que isso é normal, em razão do desconhecimento sobre os limites de um trabalho regulamentado que respeite a legislação trabalhista. Dessa forma, verifica-se que, o tráfico humano é bem rentável no brasil, uma vez que os trabalhores aceitam tal condição sem retufar. Logo, assegurando a perpetuação de um emprego praticamente escravo na sociedade brasileira.

Tem-se a necessidade, portanto, de que medidas cabíveis sejam postas em prática para combater o tráfico humano no Brasil. Desse modo, é necessário que o Ministério da Cidadania, por intermédio do Congresso Federal, crie novas políticas públicas que certifiquem a rigidez jurídica, o qual deve ser considerado crime inafiançável, bem como é fundamental a priorização desses casos para assegurar a agilidade da justiça, para assim quebrar essa culta de superioridade étnica. Além disso, é imprescindível a criação de campanhas midiáticas em praças públicas, televisão, internet e escola, com a finalidade de abranger o conhecimento dos direitos humanos para todas a sociedade brasileira. Desse modo,  assegurando as informações para a polulação, e amenizando as desigualdades socais no Brasil.