Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira
Enviada em 19/09/2023
No livro “ Cidadão de Papel “, do jornalista Gilberto Dimenstein, é feita a denúncia de diversos mecanismos legais, o que evidencia uma cidadania aparente. Pararelamente , não diferente da atual sociedade brasileira , observa-se os desafios no combate ao tráfico de pessoas , haja vista que a falta de conscientização junto a ineficiência estatal colaboram com a atual conjuntura. Dessa forma , torna-se imprescindível a resolução do problema.
Em primeiro lugar, a venda ilegal de pessoas se dá quando não há conscientização da sociedade acerca de tal cenário. Desse modo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, menos de 40% da população possui alguma base de informações sobre esse tipo de crime . Nessa vista , ao não ser registradas denúncias seja em programas televisivos, em distritos policiais, a lacuna que o tráfico de pessoas preenche se omite de forma silenciosa e se expande de maneira imensurável. Dessa maneira , é de suma importância que os mecanismos legais sejam expostos como em “Cidadão de Papel” .
Outrossim, a ineficiência estatal é um outro fator que contribui para a problemática continuar . Por conseguinte , segundo o terceiro presidente dos Estados Unidos, Thommas Jefferson , a aplicação de leis é mais importante que a sua elaboração. Dessa maneira , ao não serem acionadas as instituições de proteção ao cidadão o Estado deixa as aplicações de leis de lado , o que promove as vítimas insegurança e a ausência de transparência quanto aos seus direitos e deveres como promotor . Dessa forma , é imperioso que haja a prática voltada para o bem da comunidade explorada .
Portanto , é dever do Ministério da Educação junto ao Estado definir formas de intervir no combate ao tráfico de pessoas. Assim, cabe ao Ministério da Educação zelar pela emissão de informações, por meio da aprendizagem voltada contra a exploração de pessoas , por meio de palestras em escolas e em locais públicos, a fim de conscientizar a sociedade. Ademais , cabe ao Estado proporcionar aos cidadãos e as vítimas proteção e justiça ,por meio de investigações em sites e em locais registrados com denúncias , a fim de punir com prisão de 10 anos aos colaboradores de tráfico .Somente assim a “Cidadania de Papel” ficará no papel.