Tráfico de pessoas: os desafios do combate na sociedade brasileira
Enviada em 16/09/2023
Na série “O Conto de Aia”, a autora retrata, de forma fictícia, um futuro distópico, no qual os Estados Unidos tornaram-se autoritários, fazendo de mulheres e homens imigrantes escravos e objetos sexuais descartáveis. Na trama, em busca de independência, as vítimas se submetem à vender seus corpos para alcançar a liberdade e os bens, sendo, inclusive, agredidas severamente, além de receberem ameaças de morte caso não seguissem as regras inadmissíveis dos chefes, cenário resultante de um Governo despreparado e desumano.
Entretanto, fora da ficção, a realidade é análoga à da trama, visto que, atualmente, muitas pessoas que vivem em países vizinhos do Brasil, como Bolívia e Colômbia, além dos brasileiros residentes de regiões mais pobres do país, como Norte e Nordeste, optam por migrar de seu estado natal para as grandes metrópoles, como São Paulo, em busca de recursos para mudar de vida e conquistar seus objetivos, além de uma qualidade de vida estável e superior.
Todavia, essas pessoas enfrentam situações desprezíveis por conta do despreparo estrutural e social da própria sociedade, que é xenofóbica e enxerga-os com uma visão de inferioridade, o que ocasiona na pouca disponibilidade de grandes oportunidades, o que leva-os, muitas vezes, à prostituição e, até mesmo, ao mundo das drogas. No filme “Era Uma Vez em Nova York”, duas irmãs embarcam à Nova York na tentativa de construir uma qualidade de vida melhor. No entanto, o plano dos sonhos se transforma em pesadelo, uma vez que, infelizmente, uma das irmãs cai nas mãos de um cafetão, que obriga-a a ingressar na prostituição em troca de dinheiro para garantir a sobrevivência dela e da irmã.
Portanto, o Governo, em parceria com ONGs ativistas, deve criar um projeto social visando abraçar e valorizar essas vítimas, através do fornecimento de abrigos temporários e de oportunidades legais de trabalho, a fim de incluí-los na sociedade de forma harmônica e honesta. Ademais, as autoridades máximas devem punir os praticantes do tráfico de pessoas, através do aumento da pena para mais de 20 anos em casos mais graves, como Estupro e Violência, além da aplicação de uma multa anual a qual o criminoso terá de pagar com o salário que receberá dos trabalhos realizados na cadeia.