Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira

Enviada em 20/05/2018

Transparência: barreira ao exercício da cidadania

O mundo vem passando, desde o século XVII, pela afirmação da racionalidade grega e o apogeu do regime democrático. Com o advento da internet, o alicerce desse modelo tornou-se cada vez mais presentes dando voz a grupos e pensamentos, além de proporcionar o acesso a informações públicas. Esse último, entretanto, vem enfrentando barreiras que distanciam o cidadão civil dos gastos do Estado e seus funcionários no Brasil pós-moderno.

Em primeiro plano, a democracia sofreu uma coletivização com ajuda da internet, a participação social nas decisões do Estado e visibilidade a causas são avanços proporcionados por essa mudança. O mais evidente acontecimento dessa transformação são os protestos contra a copa do mundo sediada pelo Brasil em 2014, na qual milhares de internautas foram as ruas graças a eventos marcados em redes sociais. Ou seja, o cidadão “comum” está alinhado aos acontecimentos e decisões do Estado.

De outra parte, existe uma iniciativa de integrantes do Estado de tentar ocultar acontecimentos ou questões relacionadas aos gastos públicos mesmo com uma lei específica que garante o acesso a informação. Muitas vezes esses dados são divulgados, mas é necessário utilizar-se de tecnologias para vencer as barreiras impostas e decifrar a existência de uma possível fraude contra o sistema. Ou seja, os governos são imprecisos quanto a transparência passando essa obrigação a empresas privadas e organizações não governamentais (ONGS).

Conclui-se que os princípios da democracia estão sendo exercícios cada vez mais pela população civil com o uso da internet, mas os governantes ainda impõem resistência quando a divulgação de informações públicas. Portanto, cabe o Poder Legislativo aprovar um código específico ao acesso a informação que assegure um padrão que facilite o local de divulgação e a consulta pela sociedade civil. Esse também, facilitara a denúncia das possíveis irregularidades dispondo de um portal na rede interligado ao Ministério Público. Desta forma, o Estado estará ainda mais alinhado com o exercício da cidadania.