Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 10/11/2022

Na visão do filósofo inglês John Loocke, cabe ao Estado a proteção de todos os indivíduos, bem como a garantia à vida, à liberdade e à propriedade que são direitos inalienáveis. Hodiernamente, observa-se que o tabagismo no século XXI, ocorre devido à falta de atitude do governo e a vulnerabilidade social. Diante disso, é preciso conhecer os diversos estigmas desse problema, na propensão de solucioná-lo.

Sob essa ótica, observa-se que os problemas de tabagismo no Brasil, é fomentado pela incapacidade das esferas públicas de exercerem seu poder simbólico e a garantia dos direitos constitucionais. No Brasil, é evidente o rompimento desse contrato, visto que, segundo o IBGE, morre mais de 5 milhões de pessoas por ano por conta do tabagismo, o que mostra consequências negativas no uso exessivo dessa substância. Nessa perspectiva, parafraseando Chico Xavier, a omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime contra a comunidade inteira.

Vale ressaltar, ainda que outro fator é responsável pelo problema:a vulnerabilidade social. Essa perspectiva pode ser comprovada pelas palavras do renomado escritor Adriano Suassuna, ao afirmar que é difícil vencer a injustiça secular que dilaçera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos. Nessa conjuntura, é possível concluir que uma parte da sociedade vive em situação de extrema pobreza, desencadeando o uso do tabaco e consequentemente o desenvolvimento de doenças graves, com tratamentos muito caros, o que faz crescer a taxa de mortalidade causada pelo tabagismo.

Torna-se evidente, portanto, que a falta de atitude do Governo em paralelo à vulnerabilidade social, são importantes vetores da problemática. A fim de que haja a imprescindível ruptura desse cenário, faz-se necessário que o Governo, por meio do Ministério da Saúde, implemente núcleos de debates, discorrendo e consientizando os indivíduos sobre os riscos e consequências que o uso do tabaco trás para a saúde a produtividade brasileira. Agindo assim, o Estado idealizado por John Loocke será uma realidade empírica e não um ideal ou uma utopia.