Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 07/11/2022
No passado, fumar era sinônimo de ser descolado, fazia parte do imaginário do “bad boy” hollywoodiano - vide John Travolta no filme “Grease” -, o qual expressava sua virilidade e seu status através das tragadas do cigarro. Não são raras as cenas nos filmes das décadas de 60, 70 e 80 em que há filmagens em ambientes envoltos na fumaça do cigarro, como nos restaurantes. Hoje, fumar em ambiente fechado é proibido, e por trás dessa lei há um motivo, o status do cigarro não compensa seus danos. Com o passar dos anos as doenças ligadas ao tabagismo apareceram e suas consequências se tornaram claras.
Inicialmente, quando o cigarro foi lançado ele foi cultivado pelo seu status. Fil-mes como “O Poderoso Chefão” apresentam o cigarro como objeto de destaque, como algo “descolado”. Mais tarde, após sua popularização, os danos começaram a aparecer aos fumantes, como os problemas cardiovasculares, câncer e impotên -cia sexual. Após a constatação do malefício, seu uso foi reduzido drásticamente com a veiculação de imagens das possiveis doenças as quais o fumante está sujei - to, nas embalagens do cigarro. Hoje, fumar é considerado repulsivo, não carrega mais o status que possuía. Contudo, ainda é uma grande causa de câncer.
Em consequência da permanência do cigarro na sociedade, o câncer pulmonar é o 2º na lista dos mais comuns, segundo o INCA (Insituto Nacional de Câncer). Além disso, o fumante está trÊs vezes mais vulnerável às doenças cardiovasculares, e nas mulheres associado ao anticoncepcional, aumenta consideravelmente o risco de trombose. O indivíduo que fuma perde sua capacidade respiratória e reduz sua dis- posição física para tarefas simples do dia-a-dia, como escovar os dentes, o que tor- na necessário em alguns casos, o uso de cilindro de oxigênio. Somado à todos es-ses fatores, existe o fato de que quem convive com o fumante, é um fumante pas-sivo, e esta exposto à pior parte do cigarro, pois “fuma” sem filtro.
Portanto, é perceptível que o malefício do tabagismo é também oneroso ao sistema público de saúde. Com isso, cabe ao Ministério da Fazenda taxar o cigarro, e assim dificultar o acesso do consumidor, e cabe ao Ministério da Saúde a criação de programas de enfrentamento ao vício, para auxiliar os dependentes, por meio de reuniões e adesão de tratamentos eficazes contra à dependência de nicotina.