Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 02/11/2022

Na crônica “Eu sei, mas não devia”, a escritora Marina Colasanti elucida acerca de como os problemas são tratados de forma banal na sociedade. Nesse sentido, tal premissa se faz presente no contexto brasileiro vigente, uma vez que o tabagismo

é um problema recorrente. Logo, faz-se necessário medidas a fim de solucionar

este impasse, que dentre as principais causas estão a indústria cinematográfica e

os interesses capitalistas.

Nesse contexto, a influência do cinema se configura como um dos fatores

determinantes ao hábito de fumar. Nessa ótica, durante os anos 40 e 50, a sétima

arte trazia em seus enredos personagens os quais faziam alto consumo de tabaco,

o que influenciava os telespectadores. Sob esse viés, tal hábito nocivo reverberou

para a sociedade contemporânea, uma vez que, no Brasil, constata-se uma grande

quantidade de fumantes. Dessa forma, devido à glamourização do cigarro, no

âmbito cinematográfico, a longo do tempo, o costume tabagista perdura no país.

Ademais, o sistema capitalista, ao priorizar os seus interesses, agrava a questão do

tabagismo no país. Nessa perspectiva, a música “3a do plural”, da banda

Engenheiros do Hawaii, traz os seguintes versos: “corrida para vender cigarro”, Os

quais fazem menção aos meios de levar o produto aos consumidores. De maneira

analoga, observa-se que surgiram diferentes meios para atrair novos usuários,

exemplo dos vapers e narguilés, os quais, mesmo tendo a sua comercialização

proibida no Brasil, por seem nocivos, são muito consumidos pela geração atual.

Desse modo, enquanto o capitalismo pôr o lucro à frente da saúde do povo,

problemática se fará presente na nação.

Portanto, tendo em vista o problema do tabagismo no Brasil, faz-se necessária a

atuação dos atores sociais. Para tanto, é dever da mídia, que exerce grande

influência no indivíduo, informar acerca dos maleficios do cigarro e afins, mediante

filmes e séries, que desconstruam essa glamourização do tabaco, a fim de que seu

uso seja reduzido ou erradicado. Ademais, compete ao Estado, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), intensificar a fiscalização da venda de produtos alternativos para o consumo de substâncias tóxicas, visando extinguir sua circulação. Assim, pode-se ter uma sociedade que difira do enredo.