Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 13/10/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o tabagismo, dificultando, deste modo a universalização desse direito social tão imoportante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a popularização do uso de cigarros entre jovens como o impulsonador do problema. Segundo dados da Pesquisa Nacioal de Saúde Escolar (PeNSE), cerca de 41% dos jovens que tinham 16 anos ou mais afirmaram ter experimentado cigarro pelo menos uma vez. Diante de tal exposto, observa-se que os altos índices são em decorrência do fácil acesso ao cigarro nas escolas, onde muitos estudantes acabam fazendo uso para se sentirem parte de determinado grupo. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.
Ademais, é fundamental apontar a ausência de medidas governamentais para combater o vício no tabaco. Dados da Organização Mudial da Saúde (OMS), afirmam que no Brasil mais de 160 mil pessoas morrem anualmente em decorrência do uso do tabaco. Nesse sentido. observa-se que nada tem sido feito para mudar tal realidade. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Lock, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o acesso à saúde, que infelizmente é evidente no país.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindivel que haja uma ação conjunta entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, onde sejam ministradas, nas escolas e universidades, periodicamente uma vez por trimestre, palestras sobre os riscos que o tabagismo traz à saúde, além de cursos de como deixar de fumar. Assim, se consolidará uma sociedade mais harmoniosa, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Lock.