Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 23/04/2021
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é o principal responsável pelo desenvolvimento de câncer e de doenças cardíacas e pulmonares. No entanto, o hábito de fumar se difunde de forma demasiada entre os brasileiros por ser considerado uma espécie de “válvula de escape” para os problemas, e por representar historicamente uma forma de “status” social entre os indivíduos. Infelizmente, essa prática gera consequências à saúde e compromete a resolução dos problemas gerados pelo tabagismo.
Em primeira análise, é necessário afirmar que o tabagismo está intrinsicamente associado a uma alternativa para escapar dos problemas. Nesse sentido, e de acordo com o filósofo Byung Chul Han, em sua teoria sobre a Sociedade do Cansaço, os indivíduos buscam incansavelmente o progresso e se cobram de forma excessiva para alcançá-lo, o que gera doenças psíquicas e ansiedade. Dessa forma, a sociedade busca aliviar as tensões nos vícios como o ato de fumar, o que leva à graves problemas de saúde e colabora para o aparecimento de cancêr.
Além disso, o hábito de fumar, historicamente, sempre foi visto como uma forma de “status”. Sob essa ótica, e de acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, em seu conceito sobre o “Habitus”, os indivíduos tendem a incorporar padrões repetidos na sociedade, sem que haja uma reflexão crítica sobre eles. Desse modo, os fumantes passam a fazer o uso de tabaco sem mensurar as consequências traziadas a longo prazo e tornam-se as principais vítimas de doenças cardiorespiratórias.
Logo, medidas são necessárias para combater o tabagismo no Brasil. O Ministério da Saúde, aliado ao Ministério Público, devem restringir o acesso ao tabaco por meio de um projeto de lei entregue à Câmara que limite a quantidade de compra permitida por pessoa nos estabelecimentos, com o uso de receitas e com o auxílio de fiscalizações. Dessa forma, as doenças causadas pelo tabagismo irão diminuir significantemente.