Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/03/2021
Embora o tabaco tenha se popularizado como identidade libertária, a limitação no quesito de saúde é conhecida, atualmente, em virtude dos riscos mortíferos que o compõe e da falta de acesso (e interpretação) aos estudos científicos por parte da população. Essa escassez de informatividade, que atinge classes pobres, fazendo-os o maior alvo do cigarro, pode ser, significativamente, minimizada, desde que acompanhada do maior investimento em educação, junto ao aumento do custo do produto para a reduzir a acessibilidade.
Em primeira análise, a forte industrialização, somada à publicidade intensa em torno do cigarro, foi a principal responsável por sua diminuição de preços e popularização. Nessa perspectiva, ao passo que filósofos e sociólogos da Escola de Frankfurt propuseram a cultura de massas, ideia de que a indústria capitalista transforma cultura em produto, o tabaco relaciona-se com ela. A venda do cigarro era impulsionada pelo ideal de liberdade, a partir disso, constituíram-se as propagandas tendenciosas a influenciar na adição em nicotina. Desse modo, com a concepção instituída do fumo como diversão, prazer e renúncia política, em conjunto da sensação social e da facilidade econômica em sua obtenção, o tabaco adquire o caráter popular.
Em contrapartida, ao fim do século XX resultados de pesquisas laboratoriais a respeito da letalidade provida do fumo de tabaco e dos efeitos da nicotina no sangue passaram a ser divulgados nos veículos da mídia. Ainda assim, não ocorreu uma erradicação do consumo de tais produtos devido à, principalmente, falta de conscientização inteligente cujo alvo é a população pobre do Brasil. Assim, camadas sociais que possuem menos escolaridade comparada às demais se deparam com as advertências do uso de cigarro no próprio maço, entretanto, não compreendem de forma completa o que significam pelo costume adquirido. Além disso, com valores baixos, o acesso segue simples e vicioso. Dessa forma a desestruturação deste hábito tão comum entre classes populares torna-se inviável.
Pode-se perceber, portanto, que o baixo nível de escolaridade da população pobre dificulta a erradicação do tabagismo no país. Para torná-la possível, é necessário o aumento do custo de maços de cigarro (para diminuir a compra na classe social baixa), através de impostos revertidos na disseminação científica que vise comprovar, e não só denunciar, os danos do tabagismo. Essa ação pode ser realizada pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas, nas escolas públicas, adjunta a relatos feitos por pessoas que desenvolveram problemas pessoais e de saúde graças ao tabaco. Quem sabe, assim, haja uma diminuição significativa na popularidade do cigarro no Brasil.