Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 11/03/2021

Na série britânica “Peaky Blinders”, alusionada nos 1900, os personagens principais fazem uso exarcebado do cigarro, vislumbrado à epoca em questão, como símbolo de glamour. Fora da ficção, referente ao século XXI, no entanto, o tabagismo é responsável por acometer diversos problemas e consequências. Desse modo, entre eles destacam-se o vício gerado pela nicotina e as enfermidades associadas à sua utilização, como também, os impactos socioecômicos resultados por tal hábito.

Em primeiro plano, convém ressaltar os distúrbios fisiólogicos e de ordem psíquica gerados pelo tabagismo. Segundo o diretor técnico do Instituto de Câncer de Brasília, Gustavo Gouveia, a toxocomania relacionada ao hábito de fumar configura-se por causa da sensação momentânea de bem-estar e euforia devido ao aumento da adrenalina e endorfina no organismo do usuário. Sob esse viés, de acordo com o filósofo grego, Epicuro, o homem é inclinado a buscar o prazer e a fugir da dor. No entanto, a satisfação obtida no uso do cigarro, indubitavelmente, será responsável por trazer mais aflições como, a exemplos, doenças cardiovasculares, derrames cerebrais e cânceres, do que a dita felicidade aos dependentes em questão.

Outrossim, os impactos do tabagismo transcedem o individual e acometem as esferas social e econômica. Conforme dados do Anuário Brasileiro do Tabaco de 2011, o número de mortes associadas ao fumo e seus derivados ultrapassa os 100 mil por ano. Além desse índice, as estimativas da mesma pesquisa revelam que a venda do produto gera um déficit de 14,1 bilhões aos cofres públicos, visto que a arrecadação de impostos girada em torno de 6,3 bilhões é bem menor do que a venda total, por volta de 21 bilhões. Destarte, a economia também sofre consequências em virtude das mortes de possíveis trabalhadores, pois ocorre diminuição na parcela da população ativa e, inclusive, por conta do prejuízo resultado das altas vendas e poucos recolhimentos, há baixo repasse para o Governo.

Portanto, a fim de contornar esse cenário problemático do tabagismo no século XXI, medidas são necessárias. Cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, a adesão de novas temáticas e regulamentação das práticas realizadas nos programas de ajuda a cessação do vício ao tabaco, já existentes nas redes públicas e privadas, no fito de aprimorar e expandir para setores precários, como por exemplo, em áreas periféricas que necessitam de mais visibilidade. Além disso, as Secretarias de Educação municipais, por meio de parceria com as escolas, devem fazer campanhas educativas na intenção de disseminar conhecimento acerca do quão grave é o tabagismo e, assim, tentar evitar que as crianças se tornem fumantes futuramente. A partir dessas medidas, possivelmente, o tabagismo não terá lugar nem na ficção, muito menos, na realidade.